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Quem abandonou Muamar Kadafi

João Coscelli

25 de fevereiro de 2011 | 16h12

Muamar Kadafi resiste às pressões para negociar e mantém a brutal repressão contra seus opositores na Líbia. O ditador, porém, não fala por todo o governo – ministros, militares e diplomatas deliberadamente deixaram seus cargos em repúdio às ações do coronel. Outros porém, mantêm-se nos cargos apesar de condenar a violência, enquanto há quem siga ao lado do líder líbio.

Veja aqui no Radar Global como as autoridades líbias se posicionam mediante a crise no país africano.

Embaixadores (em países)

Austrália, Bangldesh, China, França, Índia, Jordânia, Indonésia e Portugal – missões renunciaram.

Áustria, Egito, Malásia – Embaixadores não renunciaram, mas repudiaram a violência.

EUA – Atividades da embaixada na Líbia foram suspensas. O embaixador líbio em Washington havia criticado Kadafi, mas não renunciou.

Peru – Governo cortou os laços diplomáticos com a Líbia.

Brasil – embaixador  líbio disse estar ao lado do coronel Kadafi

Embaixadores (em órgãos internacionais)

ONU – O embaixador deplorou as ações de Kadafi, mas disse que se mantém no cargo. O resto da missão renunciou e disse que agora “representa o povo”.

Conselho de Direitos Humanos na ONU e UNESCO – missões renunciaram

Liga Árabe – Missão não renunciou, mas passou a representar “o povo da Líbia”, e não mais o governo.

Na Líbia

Procurador-geral, Abdul-Rahman al-Abbar; o ministro do Interior, Abdel Fattah Younes al-Abidi; Youssef Sawani, assessor do filho de Kadafi; e Nuri al-Mismari, chefe de cerimonial de Kadafi – renunciaram.

Entre os militares, pelo menos dois coronéis e dois capitães desertaram e se recusaram a atacar a população.

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