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Relatório da ONU confirma uso de gás sarin em ataque químico na Síria

Redação Internacional

16 de setembro de 2013 | 13h38

Inspetores da ONU disseram nesta segunda-feira, 16, que há “evidência clara e convincente” que armas químicas foram usadas em uma escalda relativamente grande em uma ofensiva no mês passado na Síria.

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O grupo disse que amostras ambientais, químicas e médicas forneceram prova clara e convincente de que mísseis terra-terra que e continham o agente sarin foram usados no ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco, no dia 21 de agosto. O relatório mencionou as áreas de Ein Tarma, Moadamiyeh e Zamalka.

“A conclusão é que armas químicas foram usadas no conflito em curso entre as partes na República Árabe da Síria… contra civis, incluindo crianças, em uma escala relativamente grande”, disseram os inspetores, na primeira página de seu relatório, ao secretário-geral Ban Ki-moon. Ban apresentou o relatório ao Conselho de Segurança da ONU (leia íntegra, em inglês).

O ataque de 21 de agosto com armas químicas aconteceu quando uma equipe de investigação de armas químicas da ONU estava na Síria para investigar supostos ataques anteriores. Depois de dias de atraso, os inspetores foram autorizados a abordar as vítimas, médicos e outras pessoas nos subúrbios de Damasco.

Os inspetores tinham a missão de investigar se o armamento havia sido usadas e, caso as acusações fossem confirmadas, quais os tipos de armamentos estavam envolvidos. O grupo não tinha a missão de verificar quem foi o responsável.

Rebeldes sírios, aliados ocidentais e árabes culpam o regime do presidente Bashar Assad pelos ataques em Ghouta, reduto dos insurgentes. O regime de Assad insiste que a ofensiva foi conduzida pelos rebeldes./ AP

 

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