Réplica da Londres do século 17 queima no Rio Tâmisa
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Réplica da Londres do século 17 queima no Rio Tâmisa

Reprodução do incêndio foi filmada por diversas câmeras, sob a direção de Tim Van Someren, que trabalhou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012

Redação Internacional

05 de setembro de 2016 | 05h00

LONDRES – Milhares de londrinos assistiram, na noite de domingo, 4, uma reprodução de madeira, de 120 metros, da Londres do século 17 queimar no Rio Tâmisa para lembrar os 350 anos do Grande Incêndio que destruiu o centro da cidade em 1666.

A gigantesca fogueira encerrou o festival “London’s Burning” (O Incêndio de Londres, em tradução livre), que contou com vários eventos artísticos e culturais durante quase uma semana para lembrar um dos momentos históricos mais importantes da capital do Reino Unido.

WOLI006. London (United Kingdom), 04/09/2016.- A sculpture of 17th Century London set on barges in the Thames River is set alight to mark the 350th anniversary of the Great Fire of London, in central London, Britain, 04 September 2016. The sculpture is a 120-meter-long, designed by US artist David Best and its lighting marks the end of festivities marking the Great Fire of London for four days in September 1666, that destroyed the majority of the city. (Londres, Incendio) EFE/EPA/WILL OLIVER

Maquete queimada para lembrar o Grande Incêndio de Londres. Foto: Will Oliver/EFE

A grande réplica da cidade, composta por 191 edifícios, foi projetada pelo americano David Best e construída por jovens londrinos desempregados, sob a supervisão da companhia criativa Artichoke.

O fogo foi representado tanto em sentido literal como metafórico, já que para recriar o incêndio, que arrasou cerca de 13 mil casas, também foram utilizadas projeções.

Além disso, a cúpula da catedral de Saint Paul e a fachada do Teatro Nacional, perto do Rio Tâmisa, foram cobertas com imagens do artista francês Martin Firrell sobre o incêndio.

Denominado Fogos Antigos, o trabalho na catedral refletiu o impacto que o incêndio teve no templo original, que foi destruído pelas chamas, o que levou depois à construção do atual, a cargo de Christopher Wren.

No caso das imagens que cobriram o Teatro Nacional, denominadas Fogos Modernos, foram representadas as mudanças que fizeram com que a capital seja a cidade cosmopolita que é hoje.

 

O evento foi transmitido ao vivo para os internautas. A reprodução do incêndio foi filmada por diversas câmeras, sob a direção de Tim Van Someren, que trabalhou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

O Grande Incêndio, que começou em uma padaria em Pudding Lane, foi declarado na madrugada de 2 de setembro de 1666, numa época em que as casas eram feitas de madeira.

Durante três dias, as chamas, influenciadas pelo vento, se propagaram pela cidade destruindo a maior parte do centro.

Quando o fogo se extinguiu totalmente, no dia 6 de setembro, mais de quatro quintos de Londres tinha sido destruído.

Apesar do tamanho da catástrofe, apenas 16 pessoas morreram durante o desastre, mas as estimativas indicam que aproximadamente 100 mil pessoas perderam suas casas. / EFE