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Saiba mais sobre as primárias na Argentina

Redação Internacional

10 de agosto de 2015 | 07h00

Perspectiva
A primária com participação obrigatória permite a cada candidato medir o perfil de seu eleitor com uma precisão maior que a de uma pesquisa. Ao conhecer seu desempenho por região, um partido pode deduzir a faixa de renda e educação de seu público e rever a estratégia em certas áreas. O resultado também orienta o “voto útil”, daquele eleitor que escolherá na próxima etapa alguém com chance de ganhar.

Primeiro debate da história
A Argentina nunca teve um debate público entre presidenciáveis. Normalmente, o líder da campanha preferia não participar. Os três principais candidatos, Daniel Scioli, Mauricio Macri e Sergio Massa, comprometeram-se a romper essa tradição antes do primeiro turno.

Primeiro turno
No dia 25 de outubro, só participarão da eleição os candidatos nomeados em cada coalizão ou partido, desde que estes tenham atingido a margem de 1,5% dos votos exigida na primária. Para que um candidato à presidência vença a eleição nesta etapa, deverá obter 45% dos votos válidos ou 40%, desde que abra 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado.

Segundo turno
Votação inédita no país ocorreria em 22 de novembro. A eleição ganharia um tom de plebiscito, entre os que defendem o resultado dos 12 anos de kirchnerismo – 4 com Néstor e 8 com Cristina – e os que preferem mudança. A tendência é que os postulantes dirijam seu discurso ao centro, a cerca de 40% que desejam mudança e continuidade parciais.