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Santos anuncia plano de negociação com as Farc; Cuba confirma que grupo também falará

Redação Internacional

04 de setembro de 2012 | 10h54

Texto atualizado às 15h39

BOGOTÁ – O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta terça-feira, 4, ter a convicção de estar diante da possibilidade de encerrar definitivamente os conflitos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “É um caminho difícil, muito difícil, mas uma possibilidade que devemos explorar. Qualquer governante responsável sabe que não pode deixar passar uma oportunidade como esta de acabar com o conflito”, escreveu Santos em seu Twitter.

O presidente colombiano afirmou que o interesse pela paz vai além de seu país e abrange todo o continente sul-americano, por isso tem o respaldo de outros governos. Santos disponibilizou em sua página o documento assinado com as Farc, “Acordo Geral para o Término do Conflito”. O documento prevê o ressarcimento das vítimas. As conversar de negociação terão início em outubro, em Oslo, Noruega.

Mais cedo, o ministro do Interior da Colômbia, Fernando Carrillo, havia dito que o presidentefaria uma declaração sobre o plano de negociação com as Farc. Em um comunicado divulgado pela chancelaria cubana nesta terça, as Farc também anunciaram que falarão à imprensa sobre os diálogos com Bogotá.

Esta é a primeira vez que representantes das Farc, a guerrilha de esquerda mais antiga da região, falarão diretamente com a imprensa. “Informamos sobre a realização de uma coletiva de imprensa das Farc-Colômbia”, disse o Ministério das Relações Exteriores de Cuba em um comunicado sucinto marcado como “urgente” e divulgado para a imprensa na ilha, segundo a Reuters. Cuba, Chile, Noruega e Venezuela apoiarão novas rodadas de negociações de paz, que devem ocorrer em Havana, entre as Farc e o governo de Bogotá, segundo fontes oficiais e da imprensa colombiana.

Confirmação. Na segunda-feira, o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverry, conhecido como Timochenko, confirmou que existem diálogos com o governo Santos em busca de um acordo. “Nós vamos à mesa de diálogo sem rancor nem arrogância”, disse.

De acordo com a rádio Caracol, o ministro Carrillo, empossado recentemente para a pasta, disse que seu papel no diálogo com as Farc será “propiciar um ambiente jurídico favorável para encaminhar as negociações”. Segundo ele, o desafio será ter uma agenda legislativa que dê respaldo ao processo de paz. “Temos que fazer política com P maiúscula”, disse Carrillo. Ainda segundo a rádio, ele disse que se encontrará ao longo da semana com bancadas dos partidos para trabalhar “em favor das iniciativas que permitirão um caminho para a paz”.

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