São Petersburgo estabelece porção mínima diária de pão em caso de guerra
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São Petersburgo estabelece porção mínima diária de pão em caso de guerra

Redação Internacional

10 de outubro de 2016 | 18h14

MOSCOU – O governador de São Petersburgo, Gueorgui Poltavchenko, estabeleceu uma porção mínima diária de pão para os cidadãos da antiga capital czarista em caso de guerra, segundo informam nesta segunda-feira, 10, veículos de comunicação russos.

Cada habitante da cidade, em cuja memória ainda vive a lembrança do sítio de Leningrado pelas tropas de Adolf Hitler durante a 2ª Guerra, receberia 300 gramas diários de pão pelo período de 20 dias em caso de um conflito armado.

New St. Petersburg Mayor Georgy Poltavchenko attends an inauguration ceremony in St. Petersburg, August 31, 2011. Russian President Dmitry Medvedev backed on Tuesday the candidacy of an ex-KGB officer loyal to Prime Minister Vladimir Putin to run Russia's second city, St Petersburg. The Legislative Assembly of St. Petersburg has approved the presidential nomination of Poltavchenko as governor of St. Petersburg. REUTERS/Alexander Demianchuk (RUSSIA - Tags: POLITICS PROFILE)

O governador de São Petesburgo, Georgy Poltavchenko. Foto: REUTERS/Alexander Demianchuk

Poltavchenko ordenou a criação de reservas de produtos para garantir a segurança alimentar dos mais de 5 milhões de moradores de São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.

Segundo o decreto governamental, as reservas, que estão compostas por cereais, não podem estar abaixo de 31 mil toneladas. Isso porque este é o número que garante a porção mínima diária de pão para todos os moradores da cidade durante o período estabelecido.

Neste momento, devido às boas colheitas dos últimos anos, as reservas estão em 69,7 mil toneladas, o que permitiria fornecer 300 gramas de pão a cada cidadão durante um mês e meio.

O exército nazista, que invadiu a União Soviética em 22 de junho de 1941, fechou o cerco em torno de Leningrado no dia 8 de setembro do mesmo ano e o manteve durante 871 dias e noites, até que o Exército soviético conseguiu rompê-lo no dia 27 de janeiro de 1944.

Durante o bloqueio à cidade, morreram entre 500 mil e 1 milhão de pessoas ¬- a maioria delas de fome. / EFE

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