Saúde de dissidente cubano em greve de fome piora
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Saúde de dissidente cubano em greve de fome piora

Paula Carvalho

28 de junho de 2010 | 20h30

Foto: Rolando Pujol/EFE

Foto: Rolando Pujol/EFE

O estado de saúde do opositor cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 125 dias, piorou por causa de complicações hepáticas e uma infecção. De acordo com os médicos e parentes de Fariñas, a situação do dissidente é “muito delicada”.

O jornalista e psicólogo começou o jejum em 24 de fevereiro para pedir a libertação de presos políticos doentes mantidos pelo regime cubano.

Fariñas vem de uma família de autênticos revolucionários cubanos.  Seu pai lutou ao lado de Ernesto “Che” Guevara no Congo, em 1965.  Sua mãe também participou da derrubada do regime de Fulgêncio Batista.  Na juventude, Fariñas estudou na União Soviética e serviu ao Exército cubano.

Desde que entrou para a oposição, em 1989, ficou mais de 11 anos na prisão e já fez 23 greves de fome.  A mais famosa delas foi em 2006, quando ele decidiu protestar contra a censura à internet em Cuba.  O jejum durou quatro meses – ele se alimentava por via intravenosa – e o deixou à beira da morte.

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