Senadora belga propõe greve de sexo contra impasse político
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Senadora belga propõe greve de sexo contra impasse político

Luiz Raatz

09 de fevereiro de 2011 | 12h15

Sem governo há 241 dias, e perto de bater o recorde do Iraque, de 289, os belgas se depararam com uma proposta inusitada para pôr fim ao impasse político no país. A senadora do Partido Socialista Flamenco Marleen Temmerman propôs uma ‘greve de sexo’ para pressionar os negociadores. Segundo ela, a proposta é dirigida às mulheres em geral e às esposas dos parlamentares, em particular. A Bélgica é uma monarquia parlamentarista, no qual um dos partidos precisa ter maioria no Congresso para nomear o primeiro-ministro.

“Que façam uma greve de sexo com a esperança de acelerar as coisas”, disse, segundo o diário espanhol El País. “Ou nos tornamos cínicos, ou lidamos com as coisas com humor. A proposta gerou polêmica entre analistas políticos e movimentos feministas.

A ideia não é nova. Em 411 a.C., o gênio da comédia grega Aristófanes escreveu a peça Lisístrata. Na obra, as mulheres atenienses recorrem à greve de sexo para convencer os homens a pôr fim a uma guerra com Esparta.

A senadora belga diz que, na verdade, se inspirou em um exemplo real que conheceu no Quênia. Segundo ela, em uma visita ao país africano, uma mulher lhe contou que após uma greve de sexo, um impasse político teria acabado em um mês.

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