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Site jihadista publicava anúncios de multinacionais, diz ‘FT’

Redação Internacional

17 Maio 2016 | 20h19

Um site jihadista fundado por um militante de um grupo terrorista ligado à Al-Qaeda tem lucrado com anúncios publicitários de multinacionais ocidentais, publicou nesta terça-feira, 17, o jornal britânico Financial Times. Fundado pelo radical indonésio Muhammad Jibril Abdul Rahman, do grupo Jemaah Islamiyah, o site Arrahmah tem lucrado milhares de dólares com anúncios customizados e links patrocinados de empresas como Citigroup, IBM e Microsoft.

Conhecido como “O príncipe da jihad”, Rahman é considerado terrorista internacional e já foi submetido a sanções dos EUA, UE e ONU. Seu site, que é visto por 600 mil pessoas por mês, recebe os anúncios por meio de programas como o Google AdSense. Não há indícios de que o Google – que fatura um porcentual de cada anúncio – nem os anunciantes soubessem que de maneira indireta estavam financiando um terrorista, algo que nos EUA é um crime passível de 20 anos de prisão e US$ 1 milhão de multa.

Alertado pelo Financial Times, o Google diz ter cancelado a conta do site jihadista. Outros programas de anúncios patrocinados, no entanto, continuaram a exibir propaganda ocidental na publicação islamista.

“É o fórum online de terrorismo mais importante do Sudeste Asiático”, disse Rohan Gunaratna, chefe do Centro de Pesquisa de Terrorismo e Violência da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. “O propósito deles é radicalizar e recrutar os muçulmanos.”

Rahman foi condenado em 2010 a cinco anos de prisão na Indonésia por ter participado do atentado que matou sete pessoas e feriu outras 50 no Hotel Ritz, em Jacarta.

Ao Financial Times, o Citigroup afirmou que tem um número de procedimentos em curso para evitar a venda de anúncios em sites inapropriados. No caso do Arrahmah, o banco diz ter agido rapidamente para corrigir a questão e o caso não se repetirá no futuro.

A IBM disse que está analisando a questão e tomará todas as medidas para impedir que isso ocorra novamente. A Microsoft declarou que o anúncio foi feito por terceiros e foi removido, mas que está trabalhando com parceiros para se resguardar de casos semelhantes no futuro.

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