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Três saídas para a crise venezuelana

Redação Internacional

24 de outubro de 2016 | 19h44

Após a suspensão do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, analistas veem ao menos três maneiras de solucionar o agravamento da crise política na Venezuela. Veja quais são:


1 – diálogo entre o governo e a oposição

Solução preferida pelos países da região, é a mais distante atualmente. A oposição não admite conversar sem a realização de um referendo revogatório. O chavismo, por seu lado, não admite a realização da votação.

A pressão da comunidade internacional, combinada com manifestações de rua de opositores e chavistas dissidentes, no entanto, poderia colaborar para que a votação ocorra em 2017 – cenário no qual Maduro é substituído por outro chavista. Na prática, no entanto, se a oposição conseguir pressionar o governo as ruas, essa probabilidade também dificilmente será colocada em curso

A comunidade internacional já começou a se mobilizar. Vários países que formam a Organização dos Estados Americanos (OEA), entre eles o Brasil, já manifestaram preocupação com a crise e criticaram a decisão de suspender o revogatório.

No fundo, a oposição sabe que, com a Assembleia Nacional esvaziada de suas funções, a única saída é a mobilização nas rua.

2 – o colapso do regime chavista

Em caso de aumento do descontamento popular, a oposição espera que ao menos parte das Forças Armadas se recuse a reprimir os manifestantes e assim pressionar Maduro a renunciar. Henrique Capriles, governador de Miranda, já mostrou seu apoio a essas marchas.

3 – Ditadura

Possibilidade mais distante, mas não impossível, é que Maduro radicalize ainda mais suas posições, com apoio da elite chavista que ainda lhe é fiel e do Exército e feche a Assembleia Nacional e outras instituições do Estado.

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