Um panorama do casamento gay e da adoção por casais do mesmo sexo pelo mundo
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Um panorama do casamento gay e da adoção por casais do mesmo sexo pelo mundo

O casamento homossexual já foi legalizado em pouco mais de 20 países, a maioria deles na Europa; conheça os lugares onde a união e a adoção de crianças por gays já foi legalizado

Redação Internacional

30 de junho de 2017 | 12h19

BERLIM – O casamento homossexual, legalizado na Alemanha nesta sexta-feira, está reconhecido em mais de 20 países, 13 deles na Europa. A situação nas Américas, onde apenas algumas Nações já igualaram direitos, e na África e Ásia, onde apenas poucas exceções também o fizeram, mostra que o tema ainda continuará nas pautas de reivindicações ao redor do mundo.

– Os países da Europa, pioneiros

A Holanda foi o primeiro país do mundo, em abril de 2001, a legalizar o casamento gay. Depois, outros 12 países fizeram o mesmo: Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (sem a Irlanda do Norte), Luxemburgo, Irlanda (depois de referendo) e Finlândia.

A união civil homossexual foi oficializada pela primeira vez na Dinamarca, em 1989, seguida por Alemanha (2001), Hungria, República Tcheca, Áustria, Croácia, Grécia, Chipre, Malta e Suíça. Itália, o último grande país europeu que não tinha igualado direitos para os casais do mesmo sexo, o fez para a união em julho de 2016.

Enrolado na bandeira arco-íris que representa o movimento LGBT, casal se abraça em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim, após o Parlamento aprovar o casamento gay no país (AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ)

Enrolado na bandeira arco-íris que representa o movimento LGBT, casal se abraça em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim, após o Parlamento aprovar o casamento gay no país (AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ)

No Leste da Europa, porém, a maioria dos países não autorizam nem a união civil e nem o casamento entre gays. A Estônia se transformou em 2014 na primeira ex-república soviética a legalizadas a união civil entre homossexuais.

Os Eslovenos, que também reconhecem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, rechaçaram, porém, em referendo realizado em 2015 a legalização do matrimônio homossexual.

Vários países da Europa Ocidental autorizam a adoção de crianças por casais do mesmo sexo: Holanda (desde 2001), Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França e Reino Unido. Em outros países, como Finlândia, Alemanha e Eslovênia, os homossexuais só podem adotar os filhos de seu parceiro.

– Avanços nas Américas

O Canadá legalizou o casamento homossexual em junho de 2005 e as adoções são igualmente autorizadas. Nos EUA, apenas em junho de 2015 a Suprema Corte legalizou o casamento gay em todo o país. Até então, 14 dos 50 Estados americanos proibiam a união de pessoas do mesmo sexo.

Na América Latina, quatro países permitem o casamento gay: Argentina (desde julho de 2010), Uruguai, Brasil e Colômbia (desde 2016). Em todos estes lugares, as adoções também são autorizadas.

A Costa Rica reconheceu uma forma de união civil entre homossexuais em julho de 2013 da mesma forma que o Parlamento do Chile fez em janeiro de 2015.

A Cidade do México, porém, foi a primeira cidade na América Latina a autorizar as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, antes mesmo de legalizar o casamento em 2009 – lá também são permitidas as adoções.

– Exceções na África e na Ásia

Na África, continente onde cerca de 30 países ainda proíbem a homossexualidade, a África do Sul é um dos precursores na legalização do casamento e da adoção por casais gays: o tema foi legalizado em 2006.

No Oriente Médio, Israel é considerado um país pioneiro no respeito aos direitos dos homossexuais. Apesar de o país ainda não ter autorizado o casamento gay, ele reconhece as celebrações realizadas no exterior.

Em maio, a Corte Constitucional de Taiwan adotou uma resolução histórica que permitirá que a ilha se torne no primeiro território asiático a legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Na Austrália, os casais homossexuais podem formalizar contratos de união civil na maioria dos Estados, mas elas não são reconhecidas na esfera federal. A Nova Zelândia, por sua vez, legalizou o casamento e a adoção por gays em 2013. / AFP

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