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Uma nação muito pobre, mas com plano de saúde

Angela Perez

15 de junho de 2010 | 20h40

Apesar de ser uma nação muito pobre, 92% da população de Ruanda tem assistência médica e paga apenas US$ 2 ao ano pela cobertura. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama levou meses para conseguir aprovar na Câmara e no Senado uma reforma no sistema de saúde para estender a assistência médica a 32 milhões de americanos que atualmente não têm seguro-saúde.

Segundo o jornal The New York Times, a assistência nacional de saúde em Ruanda tem apenas 11 anos, mas conseguiu elevar a expectativa de vida de 48 para 52 anos. É claro que muitos exames rotineiros nos EUA, como tomografias ou ressonância, geralmente não estão disponíveis e derrames, enfartes e outras doenças mais graves tornam-se uma sentença de morte.

No entanto, o sistema de saúde consegue atender o básico. As causas mais comuns de doenças na região – diarreia, pneumonia, malária e infecções – são tratadas. O país todo, com uma população de 9,7 milhões, tem um neurocirurgião e três cardiologistas.

As cirurgias mais comuns são feitas, mas os pacientes podem ter de esperar semanas ou meses. Alguns sortudos podem ser atendidos por equipes de médicos visitantes dos EUA, Cuba, Austrália ou outros países, mas esses médicos nem sempre estão por lá.

Os postos de saúde geralmente têm todos os remédios considerados essenciais que constam da lista do Programa Mundial de Saúde, da ONU ( a maioria genéricos), e laboratórios que fazem exames rotineiros como de sangue, urina tuberculose e malária.

Sunny Ntayomba, uma redatora do The New Times, um jornal da capital, Kigali, destaca o paradoxo: sua nação, uma das mais pobres do mundo, tem um maior número de cidadãos atendidos pelo seguro-saúde do que muitos dos países mais ricos.

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