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Uma noiva para um soldado em cativeiro

Patrícia Ferreira

17 de junho de 2011 | 18h44

ReproduçãoA imprensa israelense deu destaque nesta sexta-feira, 17, para um grupo no Facebook criado com um estranho objetivo: sequestrar uma soldada para fazer companhia para Gilad Shalit, o militar de Israel capturado há quase cinco anos – serão cinco anos no dia 25 – pelo grupo islâmico Hamas, na fronteira com a Faixa de Gaza.

A página, que parece já ter sido tirada do ar, recebeu o nome “O povo quer uma noiva para Shalit”. A imagem ao lado, segundo o jornal Yediot Aharonot, foi postada na página do Facebook. Na imagem, uma soldada israelense aparece acorrentada ao lado de uma mulher armada com a insígnia das Brigadas Izz al-Din al-Qassam, ala militar do Hamas.

A intenção da página, que o jornal diz ter sido criada por palestinos, é a de incentivar a captura de mais militares. Ainda de acordo com o jornal, um dos maiores do país, um dos usuários do grupo criado no Facebook escreveu: “Temos que capturar uma soldada que se tornará uma Shalit mulher, para que eles se casem e nos tragam um monte de Shalits”.

Desde a captura, em 25 de junho de 2006, o Hamas tem tentado negociar a troca de Shalit, que tinha 19 anos à época, por palestinos detidos em Israel.

Em uma ocasião o governo israelense aceitou liberar 20 mulheres palestinas em troca de uma prova de que o soldado estava vivo. Recebeu, em troca, um vídeo no qual Shalit segurava um jornal datado daqueles dias. Ele fazia um apelo para que as condições do Hamas fossem aceitas. O grupo já pediu a liberação de mais de mil prisioneiros palestinos em troca de Shalit.

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Ação

Na semana passada, segundo a AFP, os pais de Shalit, Noam e Aviva, disseram que apresentariam uma ação judicial em Paris por sequestro. O soldado também tem nacionalidade francesa.

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