Universidade britânica recria Arco do Triunfo de Palmyra, na Síria, com tecnologia 3D
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Universidade britânica recria Arco do Triunfo de Palmyra, na Síria, com tecnologia 3D

Réplica da peça destruída pelo Estado Islâmico foi instalada na Trafalgar Square; criação também será exposta em Dubai e Nova York antes de ser levada para região da obra original

Redação Internacional

19 Abril 2016 | 16h24

Renata Tranches, Enviada Especial* / Londres

LONDRES – Cartão postal de Londres, a Trafalgar Square ganhou nesta terça-feira, 19, uma réplica do Arco do Triunfo que havia na cidade de Palmyra, na Síria, antes da ocupação pelo Estado Islâmico. A cidade transformou-se em um símbolo da destruição que os radicais islâmicos têm causado ao patrimônio da humanidade por onde passam com sua ideia de califado na Síria e no Iraque. O Arco do Triunfo em Palmyra existia há mais de 2 mil anos.

A réplica, no coração de Londres, é resultado de um projeto do Instituto de Arqueologia Digital (IDA, na sigla em inglês) de Oxford, que utilizou centenas de fotos feitas por arqueologistas e turistas para criar um modelo computacional em 3D do arco. O modelo foi usado por robôs na Itália, que esculpiram o novo arco em mármore.

Prefeito de Londres, Boris Johnson, inaugura a recriação do Arco do Triunfo de Palmyra na Trafalgar Square

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A peça ficará exposta em Londres por três dias. Depois, será levada para outras cidades, como Dubai e Nova York. O diretor executivo do instituto, Roger Michel, Dise em entrevista ao canal BBC, que os idealizadores do projeto pretendem levar a réplica para Palmyra e encontrar um lugar permanente perto de onde ficava o arco original.

Ao inaugurar a réplica nesta tarde, o prefeito de Londres, Boris Johnson, disse que as pessoas estavam ali, naquele ato, em solidariedade ao povo da Síria e “desafiando os bárbaros que destruíram o original”. “Este é um arco de tecnologia e determinação”, disse o prefeito à imprensa no local.

Os extremistas islâmicos destruíram ruínas e sítios arqueológicos milenares na importante cidade de Palmyra, antes de ela ser retomada por forças do governo de Bashar Assad, com a ajuda dos russos. Os radicais também saquearam artigos para contrabando e danificaram vários outros.

* A repórter viajou a convite da VisitBritain

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