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Veja os destaques dos discursos feitos na quinta-feira, 22, na Assembleia-Geral das Nações Unidas

João Coscelli

22 Setembro 2011 | 22h28

NOVA YORK – Acompanhe ao vivo as palavras dos líderes mundiais na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Assista ao vídeo ao vivo direto da ONU e leia, logo abaixo, os comentários da equipe de jornalistas do estadão.com.br e dos correspondentes em Nova York, Gustavo Chacra e Lisandra Paraguassu. Os posts estão no horário de Brasília.

Veja também:
HOTSITE: A busca pelo Estado palestino
CHACRA: Acompanhe o blog do correspondente
Os destaques dos discursos da quarta-feira, 21

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21h45 – Os discursos serão retomados na sexta-feira, 24. Estão previstos os pronunciamentos do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Abbas deve apresentar sua proposta pelo reconhecimento do Estado palestino às 12h35 (horário de Brasília).

21h40 – O chanceler do Afeganistão, Zalmai Rassoul, foi o último a discursar nesta quinta.

21h20 – Discursa agora Kevin Rudd, ministro de Exteriores da Austrália.

20h45 – Laura Chinchilla deu lugar ao primeiro-ministro da Suazilândia, Barnabas Sibusiso Dlamini.

20h31 – Fala agora a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla.

20h12 – Itno dá lugar ao presidente da Croácia, Ivo Josipovic.

19h58 – Sobe à tribuna Idriss Itno, presidente do Chade.

19h55 – Toribiong falou principalmente dos problemas de seu país – como a pesca predatória e a falta de estrutura de internet – e pediu a ajuda da ONU para resolvê-los.

19h33 – Fala agora Johnson Toribiong, presidente do Palau.

19h18 – Ondimba dá lugar a outro líder africano – Joseph Kabange, presidente do Congo.

19h02 – Bouterse dá lugar a Ali Bongo Ondimba, presidente do Gabão.

19h00 – Bouterse fez um discurso longo, mas foi bastante incisivo no final ao defender Cuba. “Quantas outras resoluções serão tomadas para que a justiça seja feita para o povo de Cuba?”, questionou o líder do Suriname. Segundo ele, este não é o modo de lidar com os problemas da ilha caribenha.

18h41 – Discursa agora Desiré Delano Bouterse, presidente do Suriname.

18h36 – Assim como outros líderes africanos, Mugabe defende a reforma do Conselho de Segurança. “A África não pode ser a única região do mundo sem representação permanente no Conselho de Segurança da ONU”.

18h34 – O presidente do Zimbábue relembra as invasões do Iraque e do Afeganistão, e disse que o mesmo está ocorrendo com a Líbia – as ações só ocorrem por causa do interesse das potências ocidentais no petróleo dos países árabes.

18h30 – Mugabe critica os países envolvidos na guerra da Líbia. Segundo ele, tais nações – ele não especifica – estão violando as convenções da ONU. Mugabe ainda afirmou que a União Africana repudia tal ação e “jamais ocuparia” o país. Ele também rejeita os bombardeios da ONU e a caça ao ditador líbio, Muamar Kadafi. “Eles não são mais seres humanos, são caçados todos os dias. ”

18h23 – Sobe à tribuna o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

18h22 – O discurso de Dalia, um dos mais curtos do dia, teve o foco na segurança nuclear. Ela elogiou a ONU por seus esforços na área e na prevenção da proliferação de armas atômicas, mas disse que o acidente de Fukushima, Japão, no início do ano, deve servir de lição.

18h13 – É a vez de Dalia Grybauskait?, presidente da Lituânia, outra das poucas chefes de Estado na Assembleia-Geral da ONU.

17h55 – Humala fala sobre as políticas sociais de seu governo. Ele diz que se inspirou nas ideias de Nelson Mandela de que “não há democracia com desigualdade social”. O peruano foi eleito há poucos meses e discursa pela primeira vez na Assembleia-Geral.

17h50 – Quem discursa agora é Ollanta Humala, presidente do Peru.

17h44 – Reyna, assim como a maioria dos chefes de governo dos países em desenvolvimento, criticou as potências mundiais por tentar salvar as instituições financeiras que deram origem à crise. Segundo ele, tais medidas afetam nações que nada têm a ver com a origem da crise. Ele citou as altas nos preços do petróleo e dos alimentos como consequências das falhas do sistema financeiro e julgou ser injusto que países mais pobres, como a República Dominicana, paguem por isso.

17h31 – Sobe ao palanque o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández Reyna.

17h22 – O líder georgiano repete: “A Guerra Fria acabou há 20 anos”, e segue com as críticas a Moscou, que, segundo ele, mantém as políticas da União Soviética. “A Primavera Árabe, o desenvolvimento democrático do Leste Europeu e da África, nada disso ocorreria hoje se a União Soviética ainda existisse”.

17h16 – O discurso de Saakashvili é feito em tom crítico. Primeiramente sobre a comunidade internacional em geral e sua forma de resolver conflitos. “A Guerra Fria acabou há 20 anos. Não estamos mais no século passado, estamos em 2011”. Em segundo lugar, como era esperado, usou os mesmos argumentos para atacar a “ocupação militar ilegal” da Rússia sobre a Geórgia.

17h09 – Quem discursa agora é o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili.

16h54 – A Assembleia-Geral ouvirá agora o presidente do Quênia, Mwai Kibaki.

16h30 – Voltam os discursos e o segundo bloco é aberto por Bronislaw Komorowski, presidente da Polônia.

16h15 – Segundo a agência AFP, uma fonte diplomática francesa disse que a retirada dos enviados Europeus à Assembleia-Geral no meio do discurso de Ahmadinejad foi coordenada. Os diplomatas deixariam a sala se ele tocasse novamente no assunto dos atentados de 11 de setembro.

16h14 – Erdogan termina o discurso. Os chefes de Estado voltam a falar em 10 minutos.

16h11 – O premiê turco defende a candidatura de seu país para um dos assentos rotativos do Conselho de Segurança da ONU.

16h04 – Erdogan fala agora sobre o apoio da Turquia às revoluções na Líbia, no Egito, na Tunísia e nos demais países árabes.

16h01 – “Não temos problemas com o povo de Israel. Nossos atritos ocorrem com o atual governo israelense. Inclusive, tínhamos boas relações com o governo anterior”, diz.

16h00 – Sobre o ataque à Flotilha da Liberdade: “Israel deve se desculpar, compensar as famílias das vítimas financeiramente e levantar o bloqueio a Gaza”.

15h58 – “A Palestina merece seu lugar aqui como um Estado soberano. A Turquia reconhece o Estado palestino e vai continuar trabalhando pela paz no Oriente Médio”. Com essas declarações, Erdogan expõe a perspectiva dos países árabes. O governo de Ancara é considerado um dos mais influentes entre os países árabes e ultimamente tem endurecido sua posição contra Israel.

15h57 – O premiê turco afirma que não há equação para a paz. Os países envolvidos e a ONU devem considerar a “nova geografia humana” do Oriente Médio e pressionar Israel para mostrar a eles que “eles não estão acima da lei”.

15h55 – Erdogan critica duramente Israel, citando também a questão da construção de assentamentos nos territórios ocupados e o bloqueio mantido sobre Gaza. “Esse é o tipo de políticas que não precisamos aqui”.

15h54 – “É Israel que ataca os palestinos e mantém bombas nucleares. Pergunto: isso é justiça? O problema nesse contexto são os termos do governo israelense. Em vez de pavimentar o caminho para a paz, eles constroem barreiras. É o território palestino que está ocupado. É Israel que usa força desproporcional.”

15h53 – “A ONU não tem feito nada para acabar com a tragédia humana dos palestinos”, dispara Erdogan.

15h52 – Erdogan afirma que o conflito entre árabes e israelenses é o principal fator de problemas na ONU.

15h45 – O premiê turco começa criticando a ONU. “A ONU não nos lidera da forma adequada. A ONU deve passar por uma reforma”. E ele cita a crise de fome na Somália como um exemplo de “vergonha” para a comunidade internacional. “Estamos assistindo a fome na Somália como se fosse um filme”.

15h43 – É a vez de Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia.

15h28 – Fala agora o presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy.

15h23 – Sobre o Estado palestino: “É justo que os palestinos tenham seu próprio Estado, vivendo em paz ao lado do Estado de Israel. Nós apoiamos isso completamente. Mas vamos deixar claro: nenhuma resolução pode, sozinha, substituir as políticas necessárias para a paz. A paz só virá quando palestinos e israelenses voltarem a negociar, assumirem compromissos, confiarem uns nos outros e concordar”.

15h19 – O premiê britânico baseou grande parte de seu discurso na Primavera Árabe, principalmente a respeito do Egito e da Líbia, onde esteve na semana passada. Ele afirma agora que chegou a hora da mudança no Iêmen e na Síria e pediu que os membros do Conselho de Segurança da ONU – do qual a Grã-Bretanha faz -parte para adotar uma resolução impondo sanções contra os regimes que se recusem a atender a vontade de seu povo e em vez disso, o ataca.

15h13 – Cameron cutuca Ahmadinejad, que teceu severas críticas ao Ocidente. “Ouvimos há pouco críticas do presidente Ahmadinejad, mas ele não  mencionou que em seu país não há eleições livres, há repressão da opinião política e não há o direito da liberdade”.

15h11 – “Os povos árabes querem transparência e responsabilidade de seus governos”, diz Cameron. “Não devemos tentar impor nosso valores aos países árabes”.

15h09 – Cameron começa citando a Primavera Árabe como um desafio para várias partes – para a ONU, que deve ajudar os países árabes a se reerguer; para a Síria e o Irã, que devem encontrar maneiras de atender às demandas de seus povos por democracia; e para os próprios países onde ocorrem essas revoltas, que deve continuar sua luta por seus direitos.

15h06 – É a vez de David Cameron, primeiro-ministro da Grã-Bretanha.

14h58 – O kuwaitiano pediu que Israel não apenas se retire dos territórios palestinos, mas também devolva as Colinas de Golã à Síria e deixe as áreas invadidas no sul do Líbano.

14h55 – Como esperado, o xeque Al-Sabah condena o bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e as políticas de Israel sobre os demais territórios palestinos. Ele também disse apoiar o reconhecimento do Estado palestino – algo defendido por toda a Liga Árabe.

14h41 – Quem discursa agora é o xeque Naser Al-Mohammad Al-Ahmad Al-Sabah, primeiro-ministro do Kuwait.

14h36 – Roza, uma das poucas chefes de Estado mulheres a discursar na ONU, destaca o trabalho das mulheres na política mundial e diz confiar no trabalho da ex-presidente chilena Michele Bachelet, escolhida para chefiar o braço feminino do órgão internacional.

14h32 – Ela convida observadores internacionais a fiscalizar as eleições presidenciais no Quirguistão.

14h30 – Roza diz que os levantes vividos atualmente no mundo árabe foram experienciados mais cedo em seu país. Ela refere-se ao golpe de Estado de maio de 2010, quando o antigo governo foi derrubado após revoltas populares devido às condições de liberdade e financeiras pelas quais o país asiático passava. É a primeira vez que Roza se dirige à ONU como chefe de Estado quirguiz.

14h26 – Sobre à tribuna Roza Otunbayeva, presidente do Quirguistão.

14h22 – “Saudamos o amor, a liberdade, a justiça, a sabedoria e o brilhante futuro que aguarda a humanidade”, finaliza Ahmadinejad para os poucos diplomatas que permaneceram na sala.

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14h18 – Por fim, Ahmadinejad diz as nações não podem deixar que a ONU se desvie de seu propósito, que é representar todos os seus membros, e que a disposição do Conselho de Segurança da ONU é injusta. A reforma do órgão deve ser tratada na Assembleia-Geral, propõe o iraniano.

14h14 – Enquanto isso, manifestantes protestam contra Ahmadinejad fora do prédio da ONU. Há pessoas usando grandes máscaras do presidente iraniano e do supremo líder iraniano, Ali Khamenei, além do presidente da Síria, Bashar Assad.

14h13 – As críticas agora são direcionadas à “ocupação” da Otan no Afeganistão. Segundo ele, essa foi a resposta das potências aos duvidosos ataques de 11 de setembro. “Potências arrogantes atacam com sanções países que questionam o 11 de Setembro e o Holocausto”.

14h10 – No discurso do ano passado, Ahmadinejad também havia questionado o Holocausto e o 11 de Setembro. A reação dos diplomatas ocidentais foi a mesma – a maioria deixou seus lugares enquanto o iraniano discursava. E suas críticas continuam – “Essas potências buscam seu desenvolvimento às custas dos outros países. Eles não têm respeito pelos outros e frequentemente cometem violações”.

14h07 – “Essas potências têm mesmo o direito de se dizer governadoras do mundo? Têm o direito de se considerarem defensores da democracia e da verdade?”. E mais uma vez, Ahnadinejad afirma que o Holocausto é uma desculpa para que israelenses recebam dinheiro.

14h05 – “Quais governos usam os suspeitos ataques de 11 de setembro de 2001 para começar uma guerra contra o Iraque e o Afeganistão?”. Mais uma vez, Ahmadinejad questiona os atentados. E mais uma vez, os diplomatas começam a deixar a sala da Assembleia.

14h04 – E continua. “Quem impôs ditaduras contra países asiáticos e sul-americanos? Quem já usou bombas atômicas, apesar de condená-las e mantê-las em seus arsenais? Quem submeteu os palestinos e os povos da região a guerras?”.

14h00 – Ahmadinejad critica aqueles que culpam os preceitos religiosos pelas crises, principalmente a financeira. Uma crítica aberta ao modelo econômico dos Estados Unidos e da Europa. “Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos? Quem extraiu recursos, destruiu identidades nacionais, tornou línguas obsoletas, quem desatou as guerras mundiais?”, questiona o iraniano.

13h58 – Em discursos anteriores, Ahmadinejad criticou duramente Israel e advogou fortemente em favor do Estado palestino. Por enquanto, o iraniano ainda não tocou no assunto e fala apenas sobre as crises pelas quais o mundo passa.

13h55 – Ahmadinejad diz lamentar as mortes causadas pela fome na Somália e no Paquistão. Ele também pediu ajuda para estes países.

13h53 – O polêmico Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, vai falar agora.

13h50 – Piñera citou a crise de educação pela qual o Chile passa – o que tem gerado conflitos entre estudantes e a polícia. Ele disse que seu governo tomou as melhores decisões e promoveu a maior reforma já vista no país para resolver esses problemas. Segundo o presidente chileno, “a batalha do subdesenvolvimento começa a ser vencida nas salas de aula”.

13h40 - Sebastián Piñera, presidente do Chile, está discursando na Assembleia-Geral agora.

12h55 – O rei Hamad bin Issa Al Khalifa, do Barhein, inicia seu discurso.

12h40 – O próximo a falar é o presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete.

12h20 – A 66ª essão da AG da ONU é reiniciada com o discurso do presidente do Chipre, Demetris Christofias.

11h15 – Os próximos a se pronunciar na Assembleia-Geral nesta quinta-feira são os representantes do Chipre; Tanzânia; Bahraein; Costa do Marfim; Chile; Irã; Quirguistão; Kwaiti; Reino Unido e Turquia. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também irá discursar.

9h00 – Em Ramallah, manifestações pacíficas e confrontos marcaram o dia da abertura da Assembleia-Geral.

8h00 – A 66ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas será retomada às 12h (horário de Brasília) nesta quinta-feira. Mais informações podem ser encontradas no próprio site da AG (em inglês).

7h18 – ENQUETE: Você concorda com o discurso feito pela presidente Dilma Rousseff na Assembleia-Geral na ONU?

7h13 – Acompanhe a partir de agora os destaques dos discursos desta quinta-feira, 22, na 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Na quarta, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu os trabalhos. Como é tradição desde a criação da ONU, a presidente Dilma Rousseff foi a primeira a falar, representando o Brasil. Leia, na íntegra, o discurso de Dilma.

Em seguida, discursaram Barack Obama (presidente dos Estados Unidos), Hamad bin Khalifa al-Thani (emir do Catar), Felipe Calderón (presidente do México), Nursultan Nazarbayev (Cazaquistão), Nicolas Sarkozy (França), Cristina Kirchner (Argentina), Michel Suleiman (Líbano), Lee Myung-bak (Coreia do Sul), Teodoro Mbasogo, (Guiné Equatorial), rei Abdullah II (Jordânia), Tarja Halonen (presidente da Finlândia), Juan Manuel Santos (Colômbia), Goodluck Jonathan (Nigéria), Toomas Hendrik Ilves (Estônia), Micheline Calmy-Rey (Suíça).

Houve um pequeno intervalo. Depois, foi a vez de Porfirio Lobo (Honduras), Viktor Yanukovych (Ucrânia), Fernando Lugo (Paraguai), Paul Kagame (Ruanda), Zeljiko Komsic (chefe da presidência bósnia), Bharrat Jagdeo (presidente da Guiana), Elbegdorj Tsakhia (Mongólia), Jacob Zuma (África do Sul), Adris Berzins (Letônia), Alvaro Colom (Guatemala), Abdoulaye Wade (Senegal), Armando Guebuza (Moçambique), Evo Morales (Bolívia) e Danilo Turk (Eslovênia).

Veja abaixo fotos dos chefes de Estado e de Governo que falaram na quarta-feira.

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* O horário dos posts está no fuso de Brasília