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Em funeral de Estado, Maduro diz que seguirá ‘luta de Chávez’ no país

Redação Internacional

08 de março de 2013 | 09h00

Nesta sexta-feira, 8, ocorreu o funeral de Estado do presidente venezuelano Hugo Chávez. Veja como foram os principais momentos da cerimônia:

15h40 – Termina a cerimônia do funeral de Estado de Chávez.

15h36 – Maduro e chanceleres venezuelanos entregam a réplica da espada de Bolívar à família de Chávez.

15h33 – “Que vamos fazer sem você comandante? Seguir juntos, com sua Constituição, com seu exemplo. Seguir ajudando os pobres, seguir construindo a educação dos nossos filhos, seguir construindo a paz. Missão cumprida, comandante presidente. A luta continua, que viva Chávez. Até a vitória sempre”, finaliza Maduro.

15h30 – Maduro diz que Chávez deixou cinco objetivos históricos descritos: manter a independência da república bolivariana; construir o socialismo no país; construir a Venezuela como uma grande potência; construir um mundo de equilíbrio, sem impérios, e contribuir com a preservação da vida no planeta e a salvação da espécie humana.

15h20 – “Se alguém quer saber quem realmente é Chávez, sem as mentiras que contaram, leiam isso, a Constituição da Venezuela, aprovada pelo povo.”

15h19 – “Nós somos o testamento vivo de Chávez.”

15h15 – “Aqui está você, comandante, com seus homens, de pé, leais a você. Você seguirá sendo nosso presidente.”

15h07 – Maduro se emociona ao falar de Chávez e é aplaudido pelos presentes.

15h05 – “Jamais, em 200 anos, se mentiu tanto sobre um homem”, disse Maduro, se referindo às “mentiras que disseram sobre o comandante.”

15h03 – “Companheiros e companheiras, o governo bolivariano de Hugo Chávez, aqui estamos em frente a ele, como nunca desejamos estar.”

15h01 – “Agradecemos de coração a todos que vieram, que saíram de suas terras, para fazer essa homenagem tão grande.”

15h – Maduro assume a palavra.

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14h58 – O orador agradece a presença de 28 delegações de Estados. Pessoas apludem no momento em que é citada a “delegação do Estado da Palestina”.

14h55 – Todos aplaudem e dizem: “Chávez vive, a luta continua.”

14h54 – Durante a cerimônia, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, beijou o caixão de Chávez.

14h47 – Continuando os atos religiosos, fala o referendo norte-americano Jesse Jackson.

14h41 – Pastor da guarda de honra presidencial, Alexis Romero, faz homenagem a Chávez.

14h32 – Ato religioso é celebrado pelo arcebispo de Táchira, Mario Moronta.

13h49 – Juan Manuel Santos e outros líderes participam da segunda guarda de honra.

13h44 – Raúl Castro, Enrique Peña Nieto, Evo Morales e Rafael Correa estão entre os chefes de Estado que fazem a 1.ª guarda de honra ao redor do caixão de Chávez.

13h40 – Maduro recebe e coloca uma réplica da espada de Simón Bolívar em cima do caixão de Chávez.

13h35 – Orquestra Sinfônica Simón Bolívar presta homenagem a Chávez.

13h32 – O orador agradece a presença dos chefes de Estado que estão na Academia Militar, como Raúl Castro, Evo Morales, Rafael Correa e Mahmoud Ahmadinejad.

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13h30 – Começa a cerimônia do funeral de Chávez.

13h17 – O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, chega à Academia Militar para a cerimônia de funeral de Chávez.

13h13 – A rede Telesur informa que há três quilômetros de fila de pessoas que desejam ver o corpo de Chávez na entrada da Academia Militar.

13h05 – De acordo com a rede Telesur, a passagem do povo venezuelano pelo salão da Academia Militar, onde ocorre o velório de Chávez, foi interrompida para que ocorra o funeral de Estado e depois será liberada novamente.

13h – O caixão de Chávez já foi fechado e autoridades se preparam para a cerimônia do funeral.

12h40 – Rafael Correa, presidente do Equador, chega para a cerimônia.

12h25 – Presidente cubano, Raúl Castro, chega para o funeral do líder bolivariano.

12h26 – Delegação do Vietnã chega ao velório de Chávez.

12h21 – O ator norte-americano Sean Penn chega à Academia Militar e presta homenagens a Chávez.

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Velório

Diversos líderes mundiais velaram o corpo de Chávez até esta sexta. Os presidentes do Uruguai, José Mujica, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales, estiveram na Academia Militar na noite de quarta-feira. Cristina retornou a Buenos Aires na quinta-feira, de acordo com a mídia local.

Morales participou de todo o cortejo de Chávez ao lado do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e disse, quinta-feira, em entrevista à rede Telesur, que foi “impressionante ver o sentimento do povo venezuelano ao comandante”. “Chávez vive mais do que nunca. O chavismo, o socialismo, o anti-imperialismo continua crescendo. A melhor homenagem que podemos fazer é ter cada vez mais unidade e seguir avançando com os valores de Chávez, de Bolívar, de Che.”

Aliados próximos, como o presidente equatoriano, Rafael Correa, o líder cubano, Raúl Castro, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também foram a Caracas. “Mais importante, ele saiu invicto”, disse Raúl, referindo-se às quatro vitórias de Chávez em eleições presidenciais, entre uma série de outras vitórias eleitorais em 14 anos de governo. “Ele era invencível. Ele saiu vitorioso e ninguém pode tirar isso. Ele está na história.”

A presidente Dilma Rousseff, que viajou a Caracas na quinta-feira acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retornou nesta sexta-feira a Brasília após acompanhar o velório.

Corpo embalsamado

Na noite de quinta-feira, Maduro anunciou que o povo poderá velar o corpo do líder bolivariano “por pelo menos mais sete dias” e que depois ele será embalsamado – semelhante à forma como os líderes comunista Lenin, Stalin e Mao foram tratados após suas mortes.

Na quarta-feira, o corpo de Chávez foi trasladado do hospital militar até a Academia Militar, em um cortejo que durou mais de cinco horas e foi acompanhado por milhares de venezuelanos.

Mais de dois milhões de pessoas já passaram pelo velório de Chávez fazendo saudações, com os punhos cerrados, e o sinal da cruz. Passaram pela Academia Militar desde soldados em uniformes e oficiais em trajes cerimoniais até ministros e moradores das favelas venezuelanas.

“Mil agradecimentos pelas homenagens póstumas a um homem que lutou pela paz mundial, pela unidade da América Latina e do Caribe, e pela democratização das instituições globais”, disse o chanceler venezuelano Elías Jaua.

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