Yulia, a má perdedora
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Yulia, a má perdedora

Paula Carvalho

12 de fevereiro de 2010 | 14h00

Foto: Gleb Garanich/Reuters

Foto: Gleb Garanich/Reuters

O silêncio da primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, desde sua derrota nas eleições presidenciais de domingo incomoda a comunidade internacional. A insistência da premiê em não reconhecer a vitória de Viktor Yanukovich intensificou a tensão política no país e pode prejudicar ainda mais o retorno da ex-república soviética à estabilidade.

A populista pró-Ocidente, de 49 anos, ganhou a atenção do mundo durante a Revolução Laranja, em 2004, ao liderar o movimento contra a fraude eleitoral.  Com suas tranças loiras, carisma pessoal e habilidade política, Yulia foi apelidada de “princesa” pelos partidários do movimento laranja.

Nascida na parte de fala russa da Ucrânia, Yulia só aprendeu o ucraniano aos 36 anos.  Economista e especialista em cibernética, foi vice-premiê e responsável pelo setor de energia, ao qual esteve vinculada durante sua vida profissional.  Nos anos 90, dirigiu uma companhia de gás que a tornou uma das mulheres mais ricas do país.

Ontem, ela apareceu em público pela primeira vez desde a votação de domingo passado, mas não comentou os resultados. Na véspera, Yanukovich havia pedido a Yulia que reconhecesse a derrota nas urnas e a renunciasse ao cargo.

Segundo os dados da Comissão Eleitoral Central, com 100% dos votos apurados, Yanukovich obteve 48,95% dos votos, e Yulia 45,47%.

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