Zelaya e o fim da crise hondurenha
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Zelaya e o fim da crise hondurenha

Paula Carvalho

29 de janeiro de 2010 | 07h00

Foto: Kena Betancur/Reuters

Foto: Kena Betancur/Reuters

Os oito meses da crise política hondurenha chegaram ao fim na quarta-feira, quando o presidente deposto Manuel Zelaya deixou o país, depois de passar quatro meses abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Antes de chegar ao poder, em 27 de janeiro de 2006, Zelaya era empresário e fazendeiro.  Seu porte, assim como seu visual, impressionam até os mais desavisados: seu 1,90 metro de altura é complementado por um distinto bigode, botas e um chapéu de cowboy – sua marca registrada.

Comunicativo, Zelaya foi eleito pelo direitista Partido Liberal, em 2005, mas seu posicionamento político deu um giro espetacular para a esquerda ao longo do mandato, culminando na adesão de Honduras à Aliança Bolivariana das Américas (Alba), modelo de integração regional do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Além do chapéu, que ele insistia usar durante cerimônias oficiais, Zelaya era conhecido por sua excentricidade: um de seus passatempos favoritos era passear pela capital hondurenha em uma poderosa motocicleta Harley Davidson.

Sempre desrespeitava o protocolo e quando opositores faziam críticas por suas constantes viagens, ele respondia afirmando que faria o avião presidencial chegar “até o Polo Norte”.

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