Zoológico de Tóquio tentará reprodução assistida de panda gigante
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Zoológico de Tóquio tentará reprodução assistida de panda gigante

Casal formado pela fêmea Shin Shin e o macho Ri Ri não teve relações em 2014 e 2015; Shin Shin deu à luz a filhote concebido por reprodução natural em 2013, mas o pequeno urso morreu

Redação Internacional

19 de agosto de 2015 | 09h48

TÓQUIO – O zoológico de Tóquio tentará conseguir que um de seus pandas gigantes tenha filhotes por meio de inseminação artificial no próximo outono, em um complexo procedimento completado com sucesso pela última vez neste parque há quase três décadas, informou nesta quarta-feira, 19, a imprensa local.

O jardim zoológico de Ueno, no norte de Tóquio, conseguiu o nascimento de três filhotes desta espécie por reprodução assistida entre 1985 e 1988, enquanto em 2013, o casal de pandas formado pela fêmea Shin Shin e o macho Ri Ri deu à luz a um pequeno urso concebido por reprodução natural, mas o filhote morreu seis dias depois.

Os pandas gigantes Ri Ri (E) e Shin Shin podem receber ajuda do zoológico de Tóquio para reproduzirem

Os pandas gigantes Ri Ri (E) e Shin Shin podem receber ajuda do zoológico de Tóquio para reproduzirem (Foto: Jardim Zoológico de Tóquio)

Após comprovar que o casal não teve relações nas primaveras de 2014 e 2015, os responsáveis do zoológico decidiram realizar a inseminação artificial de Shin Shin com esperma de Ri Ri no próximo outono, afirmou um porta-voz do centro ao jornal japonês “Yomiuri”.

No entanto, ainda cabe a possibilidade que os pandas copulem no outono – apesar da principal época de acasalamento ser a primavera -, o que faria com que o procedimento de inseminação artificial seja suspenso, acrescentou o porta-voz.

A inseminação artificial dos pandas é realizada no limitado período em que as fêmeas são férteis – vários dias dentro das aproximadamente duas semanas que dura o período de zelo -, e o zoológico de Tóquio realizou nove tentativas sem sucesso entre 1994 e 2004.

Shin Shin e Ri Ri, as grandes atrações do parque de Ueno, chegaram a Tóquio cedidos pela China em fevereiro de 2011 no meio de uma grande expectativa, já que não havia nenhum exemplar de panda gigante na cidade desde abril de 2008.

O panda gigante é um dos animais em maior perigo de extinção em razão da dificuldade que tem para reproduzir-se, um problema derivado da perda de habitat e da endogamia.

A estimativa é que cerca de mil pandas gigantes vivem em liberdade, principalmente nas florestas das províncias chinesas de Sichuan, Shanxi e Gansu, e quase 300 permanecem em cativeiro no mundo todo. / EFE

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