61 ex-presos de Guantánamo voltaram ao terrorismo, dizem EUA

O Pentágono disse na terça-feira que 61 ex-detentos da prisão militar de Guantánamo, encravada em Cuba, parecem ter regressado ao terrorismo desde que foram liberados. Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, disse havia no final de dezembro 18 ex-presos confirmados e 43 suspeitos de "retornar à luta". O relatório anterior apontava 37 reincidentes. Morrell não deu detalhes sobre os supostos militantes nem sobre seus países de origem. "A taxa geral conhecida de reengajamento terrorista aumentou (de 7) para 11 por cento", disse Morrell, citando números gerados pela Agência de Inteligência da Defesa, do Pentágono, com base em impressões digitais, fotos e relatórios de inteligência. O presidente eleito Barack Obama, que toma posse na próxima terça-feira, deve baixar um decreto para fechar a prisão da base naval de Guantánamo, possivelmente na sua primeira semana de mandato. Cerca de 255 homens permanecem detidos na prisão militar, criada no final de 2001 para receber suspeitos de terrorismo, especialmente os capturados no Afeganistão. Guantánamo desde então se tornou um símbolo dos agressivos métodos de interrogatórios, considerados por muitos como formas de tortura. Washington decidiu libertar 50 dos atuais presos, mas não os devolve a seus países de origem devido ao risco de que sejam torturados ou perseguidos. Cerca de 500 outros foram libertados ou transferidos para outros governos desde 2002. Funcionários do Pentágono dizem que vários presos ainda sob custódia nunca poderão ser soltos, devido ao perigo que representam para os EUA. (Reportagem de Andrew Gray e David Morgan)

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