Ação da Coreia do Norte se transforma em teste para Obama

O lançamento de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte se transformou em um teste de liderança para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante uma viagem pela Europa, na qual ele esperava focar-se na economia, no Afeganistão e na não-proliferação de armas nucleares.

CAREN BOHAN, REUTERS

05 de abril de 2009 | 16h32

Obama, que tomou posse em janeiro, vem tentado enfatizar uma política externa baseada em uma aproximação através do diálogo durante a sua viagem de oito dias, que começou com um encontro econômico em Londres e incluiu um discurso ao ar livre em Praga, onde ele discursou a favor de um mundo livre de armas nucleares.

Mesmo antes do seu discurso em Praga, que deveria ser um dos pontos centrais da viagem, as declarações de Obama já estavam sendo ofuscadas pelo lançamento do foguete na Coreia do Norte no domingo.

Obama declarou que o movimento da Coreia do Norte representou uma ameaça a países "próximos e distantes".

"Esta ação pede uma resposta da comunidade internacional", disse o presidente dos EUA a repórteres.

O antecessor de Obama, o presidente George W. Bush, enfrentou um teste similar ao três meses do seu governo em 2001, quando um avião militar chinês colidiu com um avião eletrônico de vigilância norte-americano na ilha de Hainan.

Um piloto chinês morreu e o avião dos EUA teve que fazer um pouso de emergência na ilha. A tripulação foi solta 10 dias depois e o avião foi posteriormente devolvido.

Oficiais norte-americanos confirmam que o lançamento do foguete na Coreia do Norte aconteceu apenas horas antes de Obama discursar para milhares de pessoas em Praga, no qual afirmou que os Estados Unidos estavam prontos a tomar medidas em direção à não-proliferação.

A multidão vibrou quando Obama e sua mulher Michelle subiram ao palco. A não-proliferação é um tema que agrada o público europeu, que tem um forte sentimento anti-guerra.

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