Acordo pode apressar reconstrução do World Trade Center em Nova York

Obras estão atrasadas faltando pouco mais de um ano para o décimo aniversário do 11/9

REUTERS

26 de agosto de 2010 | 19h12

 

 

NOVA YORK- O incorporador responsável pela já atrasada construção do novo World Trade Center e a entidade dona do terreno selaram nesta quinta-feira, 26, um acordo para acelerar as obras, faltando pouco mais de um ano para o décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O acordo anunciado pela Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, dona do terreno, e pelo incorporador imobiliário Larry Silverstein confirma o marco financeiro para o projeto no terreno hoje conhecido como Ground Zero, no centro de Nova York.

O empreendimento tem sido sucessivamente atrasado por processos judiciais, polêmicas arquitetônicas, questões de segurança e disputas entre políticos estaduais e municipais sobre quanto dinheiro público dar a Silverstein neste momento de crise no mercado imobiliário.

O acordo "dará certeza de que todo o terreno seja reconstruído, compartilhando o risco entre todos os envolvidos, de forma a proteger nossos recursos limitados", disse Chris Ward, diretor-executivo da Autoridade Portuária, em nota.

O plano é construir cinco arranha-céus, um memorial alusivo ao 11 de Setembro, um museu e um terminal de transportes.

A torre 1 do projeto -- antes chamada de Torre da Liberdade -- está agora com 36 andares, num canteiro de obras que inclui trens de metrô em atividade.

A agência quer apressar a conclusão do terminal e das partes mais importantes do memorial antes de setembro de 2011.

Silverstein está construindo três das cinco torres do local. O incorporador, que havia arrendado as torres gêmeas do antigo WTC apenas seis semanas antes do atentado que matou quase 3.000 pessoas, já construiu a torre 4 até o sexto andar, segundo seu porta-voz.

Com o acordo, a torre 4 garantiu seu financiamento e deve ser inaugurada em 2013. É o mesmo prazo da torre 1, que está quatro anos atrasada.

A torre 4 será financiada com acordos envolvendo seguradoras e com os chamados "títulos da liberdade", um subsídio que o Congresso criou para ajudar Nova York após os atentados.

Silverstein terá de obter financiamento privado para as torres 2 e 3. "A torre 2 será construída no nível da rua, com a flexibilidade de começar a construção da torre de escritórios com base somente na demanda de mercado, e sem apoio público", disse a Autoridade Portuária.

O empreendedor relutava em construir só até a sobreloja da torre 3, para permitir a atividade de lojas, independentemente da construção de escritórios.

Ele terá de pré-arrendar 37,2 mil metros quadrados e obter US$ 300 milhões em empréstimos para construir o mezanino. A Autoridade Portuária, o Estado e a prefeitura então entrariam com US$ 200 milhões cada.

O dinheiro público teria de ser devolvido antes que Silverstein pudesse recolher qualquer lucro gerado pelas torres 3 e 4.

(Reportagem de Joan Gralla)

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