Acuado, republicano Heman Cain mantém campanha eleitoral nos EUA

O republicano Herman Cain manteve nesta quarta-feira a sua combalida campanha à presidência dos Estados Unidos, prometendo não se intimidar com as acusações de um relacionamento extraconjugal que ele qualificou como um "assassinato de caráter."

ERIC JOHNSON, REUTERS

30 de novembro de 2011 | 19h41

Em dois eventos de campanha em Ohio, Cain disse a simpatizantes que manterá a sua tentativa de receber a indicação republicana à Casa Branca, apesar das novas polêmicas envolvendo seu nome.

"Querem que vocês acreditem que com um suficiente assassinato de caráter contra mim irei desistir", disse ele em Dayton, diante de uma plateia que reagiu a isso com vaias e gritos de "não."

"Uma das razões para que eles tentem me abater e me destroçar é por causa da força da minha mensagem", afirmou o pré-candidato.

Antes, em West Chester, Ohio, ele disse que os críticos estão tentando acabar com sua campanha, mas acrescentou: "Não acredito que a América irá deixar isso acontecer."

Em outro momento do dia, no entanto, ele admitiu estar "reavaliando" sua posição na disputa, para tomar nos próximos dias uma decisão sobre insistir ou não na pré-candidatura.

Cain, de 65 anos, negou ter tido um relacionamento com a empresária Ginger White, que alega ter mantido um namoro intermitente com Cain durante 13 anos.

Novato em disputas eleitorais, o ex-executivo de uma rede de pizzarias chegou a liderar algumas pesquisas entre os republicanos, há cerca de um mês, mas despencou após uma série de acusações de assédio sexual.

A disputa pela indicação republicana começa dentro de cinco semanas, com o "cáucus" (assembleia eleitoral) de Iowa. Isso significa que, após os recentes tropeços na campanha, Cain terá pouco tempo para se recuperar.

Quatro mulheres já acusaram Cain de assédio sexual, e ele gerou alarme entre conservadores por causa de declarações confusas a respeito do aborto, e se complicou fortemente ao falar sobre a Líbia.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira mostrou que a desistência de Cain teria pouco efeito na disputa, já que os principais candidatos dividiriam o "espólio." Os favoritos Mitt Romney e Newt Gingrich seriam os maiores beneficiários, crescendo cerca de 3 pontos percentuais cada um.

(Reportagem adicional de David Morgan)

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