Acusado de atirar na Casa Branca continua detido

Um juiz dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira que há evidências suficientes para justificar a prorrogação da prisão de um homem acusado de fazer disparos contra a Casa Branca no final de novembro, numa suposta tentativa de matar o presidente norte-americano, Barack Obama.

REUTERS

19 de dezembro de 2011 | 18h45

O magistrado John Facciola disse que Oscar Ortega-Hernández, de 21 anos, deve ser mantido na prisão enquanto aguarda para ser indiciado e interrogado, o que segundo o juiz pode revelar que o acusado tem um "complexo messiânico".

Obama estava em viagem à Califórnia em 11 de novembro, quando Ortega-Hernández teria disparado uma arma semiautomática de fabricação romena contra a sede do governo norte-americano. Vários tiros atingiram os andares superiores da mansão, onde fica a ala residencial habitada pelo presidente e sua família.

Promotores disseram que Ortega-Hernández citava a si mesmo como um Jesus Cristo moderno, que teria sido "escolhido" para "tomar conta" de Obama.

Advogados do acusado sugeriram que o alvo dos disparos não era a Casa Branca, e sim alguém em um caminhão amarelo. Eles disseram também que ninguém apontou Ortega-Hernández como o atirador.

O acusado teria dito às autoridades que seu carro havia sido roubado naquele dia, e que os disparos haviam sido feitos pelo ladrão. O carro dele foi encontrado a poucos quarteirões da Casa Branca, com um fuzil no banco dianteiro.

Tentando contrariar essa tese, promotores exibiram imagens de uma câmera de vigilância num supermercado, mostrando Ortega-Hernández horas depois do suposto roubo.

O agente do FBI Michael Pinto disse durante a longa audiência desta segunda-feira que 12 cartuchos usados foram encontrados no carro de Ortega-Hernández, e que não havia impressões digitais de mais ninguém no local. Duas balas e um cartucho achados na Casa Branca eram compatíveis com a arma que ele tinha.

Um médico determinou que Ortega-Hernández tem condições mentais de ser julgado, apesar da estranheza de algumas declarações dele. O rapaz pode ser condenado à prisão perpétua.

(Reportagem de Jeremy Pelofsky)

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