Acusado por atentados de 11/9 é expulso de sala de tribunal em Guantánamo

Um homem acusado de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, foi expulso nesta terça-feira de uma sala do tribunal de crimes de guerra na Baía de Guantánamo por perturbar os trabalhos.

Reuters

17 de dezembro de 2013 | 19h35

Durante uma audiência prévia ao julgamento no caso que pode resultar em pena de morte, o juiz James Pohl, coronel do Exército dos Estados Unidos, conversava com os cinco réus sobre seu direito de estar presente durante as audiências na corte.

Cada um dos réus disse compreender seus direitos até que o juiz se dirigiu a Ramzi Binalshibh, acusado de transferir dinheiro para os sequestradores dos aviões usados nos atentados e de passar informações a militantes importantes da Al Qaeda.

Binalshibh inicialmente disse não compreender, mas depois começou a se queixar de suas condições carcerárias. Ele disse que os guardas fazem intencionalmente batidas que o mantêm acordado durante a noite. Os militares negaram as acusações.

Depois, elevando a voz, Binalshibh reclamou, por meio de um intérprete, de uma "prisão secreta da CIA", referindo-se à Agência Central de Inteligência norte-americana.

Como ele continuou a gritar, apesar das advertências do juiz, Pohl pediu que os guardas o retirassem da sala.

A audiência na base de Guantánamo, situada na ilha de Cuba, foi acompanhada pela Reuters por transmissão de TV em circuito fechado numa base do Exército Fort Meade, no Estado de Maryland.

(Reportagem de Tom Ramstack)

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