Afeganistão é o maior desafio militar dos EUA, diz Gates

Secretário de Defesa da administração Obama fala ao Congresso sobre os planos do Departamento

Agências internacionais,

27 de janeiro de 2009 | 12h43

O secretário de Defesa Robert Gates afirmou ao Congresso americano nesta terça-feira, 27, que o Afeganistão representa hoje "o maior desafio militar" dos EUA e que vencer a resistência do Taleban será uma batalha longa e difícil. No discurso adiantado à imprensa, Gates afirma que apesar dos índices de violência terem reduzido no Iraque, "ainda existe a possibilidade de derrota - e que podem haver dias difíceis para as tropas" no país.   O Congresso americano está ansioso para ouvir Gates e saber como a administração Obama pretende lidar com a guerra no Afeganistão e levar relativa paz ao Iraque depois de anos de combates ao mesmo tempo que transfere recursos para o fronte afegão. Os legisladores também querem detalhes sobre o fechamento da prisão de Guantánamo, medida que preocupa alguns membros do Congresso sobre a possibilidade dos EUA ser o próximo local para onde serão mandados os suspeitos de terrorismo.   Em testemunho no Comissão dos Serviços Armados do Senado, Gates ainda repetiu a declaração feita por comandantes, de que "assim como no Iraque, não existe solução puramente militar no Afeganistão". Porém, acrescenta que "também está claro que nós não temos tropas suficientes para garantir os níveis básicos de segurança em algumas das áreas mais perigosas - um vácuo que constantemente é preenchido pelo Taleban"   O senador democrata Carl Levin e o ex-rival de Barack Obama na disputa pela Presidência, John McCain, líder da comissão, afirmaram que compartilhavam com Gates as preocupações sobre as condições instáveis do Afeganistão. O secretário de Defesa de Obama, o único membro da administração Bush mantido no gabinete, afirmou que mais de 40 países e centenas de organizações estão envolvidos no Afeganistão. Segundo ele, a coordenação desses esforços internacionais tem sido menos privilegiadas, e muitas vezes o papel dessas atividades tem sido inferior.   Gates afirmou que o Departamento de Defesa deve enviar mais três brigadas para o Afeganistão até o segundo semestre deste ano. Segundo o secretário, mais soldados serão enviados assim que o Departamento desenvolver infraestrutura para recebê-los no país.   Gates disse ainda que os EUA continuarão perseguindo os integrantes da Al-Qaeda "onde quer que eles estejam" e que o governo do Paquistão, parceiro dos americanos na luta contra os insurgentes afegãos, foi informado desta posição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.