Afeganistão não pode ser 'céu' para terroristas, diz Bush

Na França, presidente americano elogia envio de tropas autorizado por Sarkozy e pede apoio de aliados

Agências internacionais,

13 de junho de 2008 | 11h43

O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta sexta-feira, 13, que a Europa e os Estados Unidos devem garantir que o Afeganistão nunca mais sirva como base para terroristas. Em discurso diante da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), seu primeiro ato público após chegar a Paris e a penúltima etapa de sua viagem pela Europa, Bush pediu para que os aliados mantenham o apoio o país asiático, onde os conflitos e esforços de reconstrução são freqüentemente ofuscados pela Guerra do Iraque.   Veja também:   Bush chega ao Vaticano para reunião com papa Bento XVI   Berlusconi diz que torce por McCain nas eleições   Uma das maiores prioridades de Bush na Europa é pedir por mais investimentos no Afeganistão, tanto financeiro como em tropas. Ele elogiou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, por enviar mais soldados ao país, e afirmou que os EUA trabalham com seus aliados para evitar que o lugar seja o "céu" das redes terroristas.   Bush pediu também aos aliados mais ajuda nos assuntos globais, especialmente no Oriente Médio, e em uma alusão às divergências sobre a guerra afirmou que "nunca se deve permitir que as diferenças" impeçam a obtenção de objetivos comuns. Em uma alusão que teria sido impensável há apenas três anos, quando as relações com estes países eram muito distantes, Bush elogiou em especial os líderes de Reino Unido, França, Alemanha e Itália, quatro dos países que visitou em sua atual viagem.   "Esta semana vi as linhas mestres desta nova era. Em líderes como (Silvio) Berlusconi e (Gordon) Brown, (Angela) Merkel e (Nicolas) Sarkozy vejo um compromisso com uma Europa poderosa e decidida que faz avançar os valores da liberdade dentro de suas fronteiras e para além", declarou Bush.   Em 2007, mais de 8 mil pessoas foram mortas no Afeganistão em ataques relacionados aos insurgentes, o maior número desde a invasão americana, em 2001. Outras 1.500 já morreram nos seis primeiros meses de 2008.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAEuropaFrança

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.