Afegão com cidadania americana assume ter ajudado Al-Qaeda

Syed Hashmi admitiu ter ajudado um amigo a entregar roupas de proteção para militantes no Afeganistão

27 de abril de 2010 | 18h46

Associated Press

 

NOVA YORK- Na véspera de seu julgamento, um cidadão americano que estudava em Londres admitiu nesta terça-feira, 27, que ajudou um amigo a entregar roupas de proteção para um comandante da Al-Qaeda que lutava contra as forças americanas no Afeganistão.

 

A confissão de Syed Hashmi, que nasceu no Paquistão, do crime de ter conspirado para fornecer material à Al-Qaeda evitou o julgamento que iria começar na quarta.

 

Como parte de um acordo de confissão que obrigará seus advogados a admitirem outros três crimes de sua sentença datada de 7 de junho, Hashmi concordou em servir 15 anos na prisão. Ele já havia ficado preso por quatro anos, três deles em confinamento solitário em uma prisão federal.

 

O homem de 30 anos pode enfrentar uma sentença de 70 anos se assumir a culpa pelos quatro crimes. Ele foi preso em Londres, em 2006, e enviado aos Estados Unidos um ano depois.

 

Hashmi admitiu saber que um amigo que ficou com ele por duas semanas em janeiro de 2004 estava estocando alguns ponchos, meias à prova d'água e sacos de dormir para serem entregues à Al-Qaeda, e que também tinha conhecimento de que o grupo era designado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

 

O afegão também admitiu ter dado US$ 300 a seu amigo para que ele comprasse uma passagem de avião para o Paquistão e entregasse os suprimentos ao comandante que iria repassá-los aos militantes no Afeganistão.

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