AP
AP

África não está isolada das questões mundiais, diz Obama

Em Gana, presidente americano ainda deve apresentar sua política regional durante discurso no Parlamento

11 de julho de 2009 | 08h27

Em sua primeira visita à África Subsaariana como presidente, Barack Obama afirmou neste sábado, 11, que sua visita a Gana quer mostrar que a "África não está isolada das questões do mundo". O presidente americano disse ainda o que acontece na África não permanece apenas nas fronteiras no continente e que a região é parte da economia global. "O que acontece aqui tem impactos por toda parte", afirmou Obama durante encontro com o presidente John Atta Mills.

 

Recebido com euforia no país, o primeiro presidente negro dos EUA planeja ainda fazer um esperado discurso no Parlamento de Gana que definirá a política dos EUA para o continente africano. Em sua passagem relâmpago pela África, onde passará menos de 24 horas, Obama deve enfatizar que a chave para a prosperidade é democracia e responsabilidade e que o continente não está isolado do mundo. Filho de um queniano, o presidente americano deve ainda ressaltar seus laços ancestrais com o continente.

 

A agenda de Obama em Acra inclui uma visita ao Castelo do Cabo da Costa, onde escravos partiam para as Américas até o século 19. Nenhum evento público está planejado para Obama no país, em parte por medo de que a confusão na visita do ex-presidente Bill Clinton se repita. Em 1998, Clinton quase causou uma tragédia ao falar para 500 mil ganenses. Na confusão, ele chegou a pular na multidão - para o desespero de seus seguranças -, tentando ajudar uma mulher.

 

Segundo o jornal americano The Guardian, a Casa Branca deve apontar em breve um enviado especial para a África Central com o objetivo de lidar com uma rede de conflitos que atinge a República Democrática do Congo (ex-Zaire) há 15 anos e tem desestabilizado a região. Washington acredita que o sucesso ou o fracasso de um dos maiores países do continente pode determinar o futuro do continente.

 

As reformas econômicas em Gana, país produtor de cacau e ouro - e que deve começar a produzir petróleo no ano que vem - trouxeram investimentos e crescimento, antes do impacto da crise financeira global. Obama deve deixar uma mensagem sobre a importância da boa governança, pois Gana é um país que desafia estereótipos de um continente sempre em conflito e em crise. No entanto, o continente africano não tem sido a prioridade principal de uma administração preocupada com a crise financeira global.

Tudo o que sabemos sobre:
GanaBarack ObamaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.