Agência federal quer novas regras para aviação em Manhattan

Pedido foi feito menos de três semanas depois de pequeno avião e helicóptero de turismo terem se chocado

AE-DJ,

27 de agosto de 2009 | 18h53

A presidente da agência de segurança em transportes (NTSB, pela sigla em inglês) Deborah Hersman, pediu nesta quinta-feira, 27, o estabelecimento de novas regras de voo para movimentado o espaço aéreo sobre Manhattan. O pedido foi feito menos de três semanas depois de um pequeno avião e um helicóptero de turismo terem se chocado, matando nove pessoas.

 

Numa carta a Randy Babbitt, chefe do departamento americano de aviação civil (FAA, pela sigla em inglês), Hersman pediu que o departamento vá além dos procedimentos voluntários que atualmente regem a aviação de baixa altitude em Manhattan e estabeleça uma "regra especial para área de voo", incluindo novos procedimentos que fariam com que aviões e helicópteros operem em altitudes diferentes.

 

Hersman também pediu ao FAA que exija que os pilotos recebam treinamento sobre os procedimentos antes de voarem na região. Tais medidas foram tomadas para melhorar a segurança do espaço aéreo sobre Washington e sobre o Aeroporto Internacional de Los Angeles. A NTSB também pediu que o FAA reveja o uso do espaço aéreo sobre outras cidades com intenso tráfego aéreo para determinar se restrições semelhantes são necessárias. O FAA não respondeu aos pedidos de comentários sobre o assunto.

 

A NTSB continua a investigar a colisão de 8 de agosto entre um pequeno avião Piper e um Eurocopter, mas deve levar um ano ou mais para que a causa do acidente seja determinada.

 

A agência de segurança questiona o FAA sobre a descoberta de que um controlador aéreo do aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, foi distraído por uma ligação telefônica pessoal pouco antes do acidente. Na carta desta quinta-feira, a NTSB pediu que o FAA aconselhe controladores sobre a necessidade de ficarem atentos no trabalho. O FAA e o sindicato que representa 15 mil controladores de tráfego dizem que a ação do controlador de Teterboro não contribuiu para a colisão.

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