AI critica decisão de Obama de não publicar fotos de torturas

Diretor-executivo da Anistia acusa governo americano de descumprir a obrigação imposta pelo juiz

Efe,

14 de maio de 2009 | 05h42

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de não autorizar a publicação das fotos que documentam os abusos e torturas aplicados por membros do Exército americano contra detidos no Iraque e Afeganistão foi criticada pela Anistia Internacional (AI).

 

link'Precisamos mudar de perspectiva e de atitude', diz Obama

 

O diretor-executivo da AI para os Estados Unidos, Larry Cox, citado em comunicado, acusa o governo americano de descumprir a obrigação imposta pelo juiz de publicar esses documentos, como reivindicou em um recurso aos tribunais a American Civil Liberties Union.

 

"Seres humanos sofreram torturas e viram seus direitos fundamentais denegados. O povo americano foi vítima de mentiras e os funcionários do governo que autorizaram e justificaram políticas abusivas receberam carta branca", denunciou Cox.

 

"Agora, o governo Obama ignora sua obrigação legal de permitir a publicação dessas fotos de torturas, o que ajudaria os americanos a compreender a magnitude dos abusos cometidos em seu nome", acrescentou o diretor da AI.

 

Segundo Cox, "essa decisão não faz mais do que confirmar a necessidade urgente de realizar uma investigação que exponha e persiga judicialmente as torturas cometidas para que finalmente essa página possa ser virada".

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