Al-Qaeda ainda representa ameaça para os EUA, aponta relatório

Organização terrorista se diversificou e aumentou influência dentro e fora do território americano

estadão.com.br

10 de setembro de 2010 | 12h37

WASHINGTON - Nove anos depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os americanos ainda acreditam que a Al-Qaeda representa uma grande ameaça para os EUA, indica um relatório divulgado nesta sexta-feira, 10, por especialistas em segurança nacional. O documento foi obtido pela rede de notícias CNN.

 

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Entre outros dados, a análise de 42 páginas alerta para o crescimento da participação de cidadão americanos e residentes no país na rede terrorista e organizações aliadas. O documento relata um crescimento do leque de "jihadistas militantes nos EUA" que não se encaixam em "nenhum perfil étnico, econômico, social ou educacional específico".

 

Os EUA, diz o relatório, confrontam "uma ameaça dinâmica que se diversificou e ampliou sua gama de ataques, desde atentados a tiro e carros-bomba a explosões suicidas e tentativas de detonação de aviões".

 

Potenciais terroristas estão mais aptos a tentar ataques mais frequentes e menos sofisticados em relação a 2001. Prevenir tais ações requer do governo maior envolvimento do Estado e das autoridades de segurança locais, diz o documento.

 

"A Al-Qaeda e seus aliados continuam a ter a capacidade de matar dezenas, ou até centenas de americanos, em um único ataque", diz a análise, acrescentando que a organização terrorista chefiada por Osama bin Laden ainda "pretende causar mortes em massa nos EUA".

 

Embora a ameaça seja menor que foi nas "catastróficas proporções de um ataque como o do 11 de setembro, é mais complexa e mais diversa que em qualquer momento dos últimos nove anos". Segundo o documento, a Al-Qaeda também teve sucesso em aumentar sua influência no sul da Ásia e em países como a Somália e o Iêmen.

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