Al-Qaeda está em busca de bomba atômica, diz Casa Branca

Al-Qaeda está em busca de bomba atômica, diz Casa Branca

Conferência nuclear da próxima semana discutirá meios de manter armas nucleares fora do alcance terrorista

09 de abril de 2010 | 18h47

Associated Press

 

WASHINGTON- A Casa Branca advertiu nesta sexta-feira, 9, que a rede terrorista Al-Qaeda está em busca de uma bomba atômica, dando tom de urgência a uma conferência marcada para semana que vem na qual Obama tentará persuadir líderes mundiais a aumentarem esforços para manter armas nucleares longe do alcance de terroristas.

 

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Expectativas para ações decisivas de 47 países são baixas, porque controles já existentes não funcionaram como o esperado e algumas nações acreditam que uma regulação mais austera irá somente restringir projetos nucleares com fins pacíficos.

 

A Casa Branca, contudo, tem grandes esperanças de que o encontro de dois dias, no qual os Estados Unidos e a Rússia irão assinar um esperado acordo para se desfazerem de armas nucleares remanescentes da Guerra Fria. Esse é o tipo de ação preventiva que a conferência quer inspirar.

 

A secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou que a reunião será a maior assembleia de líderes mundiais hospedada por um presidente americano desde a conferência que fundou a ONU em São Francisco, em 1945.

 

Preparando a reunião, Obama se reunirá no domingo com líderes da Índia e do Paquistão - países nucleares com conflitos - assim como da África do Sul e Casaquistão, nações que desistiram voluntariamente de desenvolverem armas nucleares.

 

A conferência será aberta segunda com um jantar de trabalho oferecido por Obama, e se encerrará com um discurso conjunto sobre a ameaça da transferência ilegal de materiais e tecnologias nucleares e o anúncio de um plano para impedi-las.

 

Três países que estão no centro do debate internacional sobre o risco nuclear - Irã, Coreia do Norte e Síria - não foram convidados para a cúpula, e Israel, cujo arsenal nuclear não declarado representa uma ameaça para o Oriente Médio, cancelou a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na reunião.

 

O Irã e outros países muçulmanos acusam os Estados Unidos de hipocrisia por ignorar o programa nuclear de Israel enquanto pedem para outras nações deporem suas armas.

 

Na visão americana, um Irã nuclearmente armado iria ameaçar Israel e o Ocidente, enquanto a Coreia do Norte, que já testou equipamentos nucleares, é uma ameaça contínua por vender seu conhecimento nuclear para outras nações hostis.

 

Os EUA também acreditam que a Síria tem ambições nucleares. Um ataque aéreo israelense em 2007 destruiu o que os americanos pensavam ser um reator nuclear quase pronto, construído para produzir plutônio.

 

A conferência da próxima semana, no entanto, está mais preocupada em evitar que artefatos nucleares cheguem nas mãos de terroristas e criminosos do que com países hostis que desenvolvem projetos nucleares.

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