Al Qaeda está perto do fim, afirma Obama

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira, por ocasião do décimo aniversário da campanha militar norte-americana no Afeganistão, que a Al Qaeda está encurralada, mas que ainda há "enormes desafios" na reconstrução daquele país.

ALISTER BULL, REUTERS

07 de outubro de 2011 | 17h50

"Ao fazer Justiça com Osama bin Laden e muitos outros líderes da Al Qaeda, estamos mais próximos do que nunca de derrotar a Al Qaeda e a sua rede homicida", disse Obama em nota oficial.

Os EUA e seus aliados iniciaram a guerra do Afeganistão em 7 de outubro de 2001, com a intenção de acabar com o regime islâmico do Taliban e com sua proteção aos militantes da rede Al Qaeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e Washington.

Bin Laden, líder do grupo islâmico, passou quase dez anos foragido, até ser morto, em maio deste ano, por tropas especiais dos EUA numa casa do Paquistão. Na semana passada, os EUA anunciaram que um bombardeio teleguiado no Iêmen havia matado outro dirigente do grupo, Anwar al Awlaki.

"Expulsamos o Taliban dos seus principais redutos, as forças afegãs de segurança estão ficando mais fortes, e o povo afegão tem uma nova chance de forjar o seu próprio futuro", disse Obama.

Entre os desafios que restam, ele citou a continuidade da violência no Afeganistão, onde 1.800 militares norte-americanos já morreram. Lamentou também o assassinato de dirigentes políticos afegãos e a corrupção no país.

Numa entrevista coletiva na quinta-feira, Obama também criticou o aliado Paquistão por seus vínculos com "personagens desagradáveis" - ecoando as recentes acusações de autoridades norte-americanas segundo as quais os serviços paquistaneses de inteligência teriam colaborado com o grupo militante Haqqani em um ataque ocorrido em setembro contra a embaixada dos EUA em Cabul.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que os EUA sofreram reveses estratégicos no Afeganistão, mas que a meta primordial de Obama - "perturbar, desmantelar e afinal derrotar a Al Qaeda" - está em vias de ser alcançada.

Em entrevista na sexta-feira à BBC, o presidente afegão, Hamid Karzai, alvo de uma recente tentativa de assassinato, admitiu que seu governo e as forças estrangeiras não têm sido capazes de garantir a segurança dos afegãos comuns.

Os EUA pretendem retirar 10 mil soldados do Afeganistão até o final do ano, e outros 23 mil até meados de 2012, com a meta de transferir totalmente o controle da segurança aos afegãos até 2014.

"Após uma década difícil, estamos encerrando de forma responsável as guerras de hoje a partir de uma posição de força", disse Obama.

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