Alerta terrorista nos EUA é o mais elevado desde o 11/9, diz governo

'Extremismo evoluiu e continua se desenvolvendo', diz secretária de Segurança Doméstica

Reuters

09 de fevereiro de 2011 | 14h38

WASHINGTON - A secretária de Segurança Doméstica dos EUA, Janet Napolitano, alertou nesta quarta-feira, 9, que a ameaça de terrorismo contra os EUA permanece, em alguns aspectos, "em seu nível mais elevado" desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

 

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Além das ameaças feitas pela organização terrorista Al-Qaeda, o grupo militante por trás dos atentados de quase uma década atrás, Napolitano afirmou que o país enfrenta novas ameaças daqueles que se inspiraram no grupo e dos que já estão dentro dos EUA.

"A ameaça terrorista enfrentada por nosso país evoluiu de forma significativa nos últimos dez anos - e continua a se desenvolver. Assim, de certa forma, a ameaça diante de nós está no seu grau mais elevado desde aqueles ataques", afirmou Napolitano num depoimento ao Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Deputados.

Ela também disse que as autoridades americanas acreditam que haja indivíduos querendo desfechar já ataques dentro do país e que "eles poderiam executar atos de violência sem dar nenhum sinal".

Indivíduos associados à Al-Qaeda e ao Taleban tentaram executar diversos ataques contra os EUA. Entre as tentativas, um nigeriano tentou explodir um avião com uma bomba escondida na cueca e outra pessoa planejou um ataque ao sistema de metrôs de Nova York.

"Como eu já disse anteriormente, não podemos garantir que nunca haverá outro ataque terrorista e não podemos isolar nosso país numa redoma de vidro", afirmou Napolitano em seu depoimento. "No entanto, continuamos a fazer todo o possível para reduzir o risco de terrorismo na nossa nação."

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