Thierry Roge/Reuters
Thierry Roge/Reuters

Aliados dos EUA oferecem mais 7 mil soldados para guerra

Otan anuncia que pelo menos 25 países enviarão mais tropas para a missão internacional no Afeganistão

estadao.com.br,

04 de dezembro de 2009 | 09h14

Aliados dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ofereceram mais 7 mil soldados para combater a insurgência liderada pela milícia fundamentalista islâmica Taleban no Afeganistão, anunciou nesta sexta-feira, 4, em Bruxelas o secretário-geral da entidade, Anders Fogh Rasmussen.

 

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Embora seja significativo, o compromisso extra não chega aos 10 mil soldados adicionais pelos quais o Pentágono esperava originalmente e será suficiente para acelerar apenas em parte o treinamento das forças afegãs para assumirem a responsabilidade pela segurança em seu país. "Pelo menos 25 países enviarão mais forças para a missão (no Afeganistão) em 2010", declarou Rasmussen a jornalistas depois de presidir uma reunião de chanceleres da Otan em Bruxelas. "Eles ofereceram cerca de 7 mil soldados, e mais podem vir", disse Rasmussen em tom otimista.

 

Na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou uma nova estratégia para a guerra no Afeganistão por meio da qual determinou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao país asiático. Na ocasião, Obama disse esperar que os exércitos aliados também comprometessem mais tropas.

 

Rasmussen, que não quis detalhar de onde procederão essas contribuições, disse que outros aliados e parceiros anunciarão novos reforços nas "próximas semanas e meses". Durante entrevista coletiva, Rasmussen disse que a injeção de 37 mil novos soldados dos EUA e aliados terão um "efeito poderoso" na luta contra o Taleban no próximo ano.

 

O secretário-geral fez as declarações depois que o presidente Barack Obama mandou a sua mais alta representante diplomática, a secretária de Estado Hillary Clinton, para pedir o apoio dos aliados da Otan para a sua nova estratégia, reforçando o compromisso com a guerra e enviando mais soldados. Hillary pediu para que os aliados dos EUA "terminem juntos o combate" no Afeganistão. "Este é o nosso confronto e devemos terminá-los juntos". "Estamos unidos porque reconhecemos que nossa segurança é compartilhada, que temos uma responsabilidade conjunta", insistiu Hillary.

 

Rasmussen insistiu em que a ideia da Otan é dar mais e mais responsabilidade ao Governo do Afeganistão, mas sempre com o "requisito de que as forças de segurança estejam preparadas para enfrentar" a situação. "Não será uma corrida para sair, será uma transição bem coordenada e preparada para dar responsabilidade aos afegãos em províncias e distritos nos quais as condições permitirem", disse.

 

Rasmussen disse que os soldados extras ajudarão a enfrentar a insurgência, mas não serão suficientes para derrotá-la sozinhos. "Não existem soluções mágicas", disse ele. "Ainda levará mais tempo, mais engajamento e mais paciência para alcançarmos nossa meta comum". Rasmussen advertiu também que "ninguém deve esperar resultados instantâneos", mas considerou que, "com o enfoque adequado e os recursos apropriados", pode alcançar "êxito".

 

Embora as tropas adicionais representem um compromisso maior, as promessas precisam ser contrapostas a planos da Holanda e do Canadá de retirar um total de 4.900 soldados de suas forças de combate em 2010 e 2011, refletindo o clima público de receio em relação à guerra.

 

 

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