Ameaça com armas biológicas está aumentando, advertem EUA

Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira uma cooperação internacional maior para evitar que grupos terroristas desenvolvam ou usem armas biológicas, uma ameaça que está crescendo.

REUTERS

07 de dezembro de 2011 | 11h38

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que os países devem aumentar a capacidade de detectar e de responder a surtos suspeitos de doenças infecciosas que podem ser causadas por patógenos que caíram nas mãos erradas.

"Infelizmente, a capacidade de terroristas e de outros atores não estatais de desenvolver e usar essas armas está crescendo. Portanto, este deve ser um foco renovado de nossos esforços", disse ela em um discurso em Genebra.

"Porque há sinais de alerta e eles são graves demais para ignorarmos", acrescentou.

Hillary disse que a Al Qaeda na Península Arábica instou "os irmãos com formação em microbiologia ou química (...) a desenvolverem uma arma de destruição em massa".

Uma arma terrorista rude, porém eficaz, pode ser fabricada com uma pequena amostra de patógenos disponíveis, equipamento barato e "formação em nível colegial de química e biologia", afirmou.

Os países devem fazer um trabalho melhor de relatar as medidas que estão tomando para se protegerem contra o mau uso de armas biológicas e os cientistas devem trocar opiniões sobre as ameaças, disse Hillary.

Ela falou durante uma conferência global que é realizada a cada cinco anos para rever a Convenção de Armas Biológicas. O pacto proibiu amas biológicas e com toxinas e foi ratificado por 165 países.

O embaixador do Irã, Seyed Mohammad Reza Sajjadi, cujo país ratificou o pacto de 1975, disse que o encontro deveria pedir a todos os não membros, principalmente Israel, que assinassem o acordo sem demora.

Hillary declarou que os Estados Unidos não viam necessidade de negociar um regime de verificação do pacto, já que é extremamente difícil detectar material biológico e a pesquisa pode servir a outros propósitos, tanto militares quanto civis. Negociações mundiais feitas há 10 anos não conseguiram chegar a um acordo sobre um mecanismo de verificação.

"Falsa verificação é pior do que verificação nenhuma, já que fornece essa sensação de segurança que não é garantida", disse a jornalistas uma autoridade norte-americana que pediu anonimato.

Hillary pediu a maximização dos benefícios da pesquisa científica e a minimização dos riscos de que será mal utilizada.

"Por exemplo, a indústria emergente de síntese genética está tornando o material genético mais disponível. Isso, é óbvio, traz muitos benefícios para a pesquisa, mas também pode ser usado para reunir os componentes de um organismo mortal", disse ela.

Havia a necessidade de equilibrar a necessidade de inovação científica com a necessidade de se proteger contra tais riscos, segundo a norte-americana.

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