Americana 'Jihad Jane' se diz inocente por terrorismo

A norte-americana Collenn LaRose, que se identificava como "Jihad Jane", declarou-se na quinta-feira inocente das acusações de prestar apoio material a terroristas e de conspirar para praticar homicídio em um outro país.

JON HURDLE, REUTERS

18 de março de 2010 | 17h12

Ela compareceu a um tribunal da Pensilvânia, onde vive, para responder sobre as suspeitas de envolvimento com um complô para matar o cartunista sueco que há alguns anos provocou polêmica com suas caricaturas do profeta Maomé.

A mulher, de 46 anos, está presa desde outubro. O júri que autorizou o processo contra ela afirmou que ela recrutava homens pela Internet para travar uma "guerra santa" no sul da Ásia e na Europa, e que pretendia se tornar uma mártir islâmica.

A pequenina LaRose, que já teve vários casamentos e um histórico de pequenos crimes, compareceu ao tribunal com os tornozelos acorrentados, vestindo macacão verde de presidiária e com os cabelos louros arrumados em tranças. Questionada sobre as acusações, respondeu como "não culpada", e nada mais falou.

A juíza Lynne Sitarski marcou o início do julgamento para 3 de maio. LaRose continuará presa.

De acordo com o indiciamento do júri, LaRose - que usava na Internet os pseudônimos "Jihad Jane" e "Fatima LaRose" - dizia a seus cúmplices que, como loira, poderia "se misturar a muita gente" sem ser identificada como uma terrorista islâmica.

Em agosto, segundo o indiciamento, ela viajou à Europa, onde planejava treinar "jihadistas" além de localizar e matar o cartunista sueco Lars Vilks.

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