Justin Lane/Efe
Justin Lane/Efe

Americana libertada pelo Irã nega acusações de espionagem

Sarah Shourd diz que ela e seus companheiros não conseguiram distinguir fronteira entre Iraque e Irã

AP,

19 de setembro de 2010 | 21h56

NOVA YORK- Uma americana libertada pelo Irã após ter ficado presa por treze meses sob acusações de espionagem afirmou neste domingo, 18, que ela e seus dois companheiros ainda detidos em Teerã nunca espionaram, nem cometeram nenhum crime. . Os três jovens foram detidos em julho de 2009, após cruzarem a fronteira do Iraque com o Irã acidentalmente.

 

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"Se realmente estivemos próximos da fronteira entre o Iraque e o Irã, esta fronteira não tinha uma só marca e não era possível distingui-la", afirmou Sarah, de 32 anos, em comentários preparados para uma coletiva de imprensa em Nova York .

 

Ao comentar seu caso pela primeira vez desde que foi solta na teça passada, Sarah Shourd considerou sua prisão como um "enorme mal entendido" e enfatizou sua gratidão por ter sido libertada. No entanto, disse que só se sentia "um terço livre", porque seu noivo Shane Bauer e seu amigo Josh Fattal ainda estão na prisão de Evin.

 

"Shane e Josh não merecem estar na prisão nem um dia a mais do que eu estive", declarou. "Não cometemos nenhum crime e não somos espiãs. De nenhuma forma pretendíamos causar nenhum dano ao governo iraniano nem a seu povo, e acreditamos que nossa prisão e prolongada detenção se deve a um enorme mal entendido".

 

"Este não é o momento para comemorar", disse. "A única coisa que me permitiu cruzar o abismo entre a prisão e a liberdade foi saber que Shane e Josh queriam de todo coração que meu sofrimento terminasse".

 

Sarah conversou com os jornalistas no dia em que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chegou a Nova York para comparecer a Assembleia Geral anual da ONU. O líder se reuniu com o secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, para discutir a situação no Iraque, Afeganistão e Oriente Médio, assim como a disputa sobre o programa nuclear iraniano.

 

Ahmadinejad se referiu à libertação de Sarah como "um grande gesto humanitário" em uma entrevista no programa ``This Week with Christiane Amanpour'', e também exortou os EUA a libertarem oito iranianos detidos ilegalmente, segundo ele.

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