Americano que se passava pela mãe é condenado por fraude

Um morador de Nova York que se fazia passar pela falecida mãe como parte de um golpe imobiliário foi condenado na segunda-feira a uma pena mínima de 13 anos e 8 meses de prisão, segundo promotores.

REUTERS

21 Maio 2012 | 21h02

Thomas Parkin, de 51 anos, vestia pulôver vermelho, punha batom e respirava com um tanque de oxigênio para convencer investigadores de que ele era sua mãe, Irene Pruskin, que morreu em 2003, aos 77 anos.

Parkin e um cúmplice também embolsavam um benefício previdenciário semestral, apropriando-se de cerca de 44 mil dólares.

O réu foi condenado por fraude, apropriação indébita, falsificação e perjúrio. A pena máxima pode chegar a 41 anos, disse o Ministério Público do Brooklyn em nota.

No caso imobiliário, Pruskin vendeu em leilão, nove meses antes da morte da mãe, um imóvel que ela havia transferido para ele na década de 1990. Depois disso, o réu e um cúmplice abriram um processo judicial contra o novo proprietário, em nome da mãe dele, alegando fraude.

Parkin forjou documentos e, vestido a caráter, foi ao Departamento de Veículos Automotivos tirar uma nova carteira de motorista para ela, o que foi flagrado por câmeras de vigilância, segundo os promotores.

Ele posteriormente entrou em contato com investigadores de fraudes imobiliárias do Ministério Público, e os convidou para ir à casa da mãe, dizendo que ela estaria lá, mas ele não.

Os investigadores encontraram Parkin de pulôver, batom, unhas pintadas e com a máscara de oxigênio. "Ele não enganou ninguém", disse um porta-voz da promotoria.

(Por Chris Francescani)

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