Americanos vão às urnas em eleições decisivas para Obama

Democratas temem crescimento dos republicanos; disputas em Nova Jersey e Virginia servirão de termômetro

Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo,

03 Novembro 2009 | 08h54

Milhões de americanos irão hoje às urnas para escolher prefeitos, governadores, deputados e senadores. Não é uma eleição tão grande como a presidencial, do ano passado, ou a que renova a maior parte do Congresso, marcada para 2010. Porém algumas disputas são consideradas chave para o destino político da administração de Barack Obama.

 

As eleições para governador de Nova Jersey e Virginia são consideradas as mais importantes porque, segundo analistas, indicam a tendência de como será a votação no ano que vem. Existe o temor, dentro do Partido Democrata, de que se repita o cenário de 1994. Naquela época, os republicanos, depois de terem perdido a Presidência para Bill Clinton, se renovaram e conquistaram a maioria parlamentar sob o comando do conservador Newt Gingrich.

 

Desta vez, se os dois Estados servirem de termômetro, os democratas deveriam ficar preocupados. Na Virginia, considerada fundamental na vitória de Obama no ano passado, o republicano Robert McDonnell está com 55% das intenções de voto. Já o democrata Creigh Deeds está com 44%, de acordo com pesquisa do Washington Post.

 

Em Nova Jersey, a disputa está apertada. Há um empate técnico entre governador Jon Corzine, do Partido Democrata, e Christopher Christie, do Republicano. Com medo de perder o Estado, Obama se envolveu diretamente na campanha para tentar alavancar a candidatura do governador.

 

Com menos impacto na política nacional, Nova York também tem eleição hoje para prefeito. Michael Bloomberg disputa o terceiro mandato e lidera com 12 pontos de vantagem em relação ao principal rival, William Thompson, do Partido Democrata. Seus gastos alcançaram US$ 100 milhões, pagos do próprio bolso do bilionário das comunicações – é o valor mais elevado da história. Seu adversário, que arrecadou por métodos convencionais, conseguiu US$ 10 milhões.

 

Os americanos também estão de olho em uma bizarra disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados em distrito no norte do Estado de Nova York. Muitos republicanos retiraram o apoio da candidata do partido, Dede Scozzafava, por considerarem a política moderada demais. Eles optaram pelo ultra-conservador Douglas Hoffman. Inconformada, Scozzafava decidiu abandonar a disputa e apoiar o democrata Bill Owens.

 

Nos EUA, as eleições ocorrem em um dia da semana. Não há feriado e as pessoas trabalham normalmente. Como o voto não é obrigatório, grande parte da população opta por não comparecer às urnas. A taxa de abstenção muitas vezes determina o resultado.

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