Amigos temem por homem que matou adolescente na Flórida

Amigos e simpatizantes falaram neste domingo em nome do segurança voluntário que atirou e matou um adolescente desarmado na Flórida, afirmando que temem por sua segurança após ele ter recebido ameaças de morte.

REUTERS

25 Março 2012 | 16h29

George Zimmerman, que alegou ter disparado contra Trayvon Martin em 26 de fevereiro por legítima defesa, está em um local não revelado, após ameaças de morte e da promessa de uma recompensa de 10 mil dólares para quem encontrá-lo, afirmou o assessor jurídico Craig Sonner, que segundo ele representa Zimmerman se as acusações forem adiante.

Existe uma grande fúria sobre o tiroteio no condomínio fechado de Sanford, na Flórida, onde um garoto de 17 anos que carregava chá gelado e um saco de doces morreu, e a falta de prisão ou acusação formal geraram manifestações em todo o país para chamar a atenção das autoridades sobre o assunto.

Neste domingo, defensores de Martin realizaram eventos em igrejas, onde os fieis foram incentivados a usar casacos ou blusas com capuz, como o que ele usava quando foi morto.

Martin foi morto a tiros após Zimmerman, 28 anos, um hispânico branco da vizinhança, acreditar que o jovem andando pelo condomínio parecesse suspeito. Zimmerman o seguiu e houve uma briga.

Amigos de Zimmerman, que não falou com a imprensa, disseram que ele estava extremamente perturbado com o tiroteio.

"Ontem foi oi a primeira vez que eu falei com ele desde o tiroteio e, por membros da família eu soube que, logo após o ocorrido, ele não conseguia parar de chorar", disse um amigo de Zimmerman, Joe Oliver, em uma aparição no programa "Today Show", da NBC.

Enquanto as investigações estaduais e federais estão em andamento, o tiroteio chamou a atenção para o chamado "manter sua posição", leis adotadas primeiramente na Flórida em 2005 e seguidas por 16 estados desde então.

Opositores chamam de "atirar primeiro" as leis que pressionam os promotores a provarem que um tiroteio não é auto-defesa.

(Reportagem de Dan Trotta em Sanford e David Bailey em Minneapolis)

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