Antes de eleição difícil, Casa Branca cita insatisfação de eleitores nos EUA

Com muitas disputas locais ainda apertadas, mas com pesquisas mostrando uma tendência geral em favor dos republicanos, a Casa Branca culpou nesta segunda-feira a insatisfação dos eleitores com Washington para o que poderia ser uma dura derrota eleitoral para os democratas e o presidente norte-americano, Barack Obama.

JEFF MASON E STEVE HOLLAND, REUTERS

03 Novembro 2014 | 21h56

Ambos os partidos tentaram convencer os eleitores a ir às urnas em um último esforço para influenciar o eleitorado antes das eleições de terça-feira, que poderá mudar o controle do Senado e derrubar as prioridades políticas dos dois últimos anos de mandato de Obama.

O presidente, que passou o fim de semana fazendo campanha em Michigan, Connecticut e Pensilvânia, ficou em Washington nesta segunda-feira e se reuniu com a presidente do Federal Reserve (banco central), Janet Yellen, para falar sobre as economias global e dos EUA.

Obama enfrentará pressão para fazer mudanças na Casa Branca se os democratas perderam.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que 75 por cento dos entrevistados acreditam que o governo precisa "repensar" como lida com as principais questões enfrentadas pelo país, enquanto 64 por cento disseram que Obama deve substituir alguns dos seus altos funcionários após a eleição.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, minimizou a perspectiva de demissões.

"Neste momento, eu não antecipo o que vai acontecer", disse em entrevista. Ele afirmou que um fator-chave que estava influenciando a eleição era a "frustração com o fracasso de Washington pôr em prática políticas que são úteis às famílias de classe média".

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, disse à CNN em uma entrevista transmitida nesta segunda-feira que espera que os democratas mantenham o controle do Senado e rejeitou sugestões de que a Casa Branca teria de mudar a maneira de agir.

A pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que os entrevistados querem que o governo reorganize seu foco para a reforma tributária, o Estado Islâmico, a reforma da imigração, o surto de Ebola na África Ocidental, o programa nuclear do Irã, a desigualdade de renda, a paz entre israelenses e palestinos e as tensões entre a Ucrânia e a Rússia, nessa ordem.

Os eleitores vão eleger 36 senadores, todos os 435 membros da Câmara dos Deputados e 36 governadores estaduais na terça-feira. O controle do Senado pode não ficar claro imediatamente, a depender dos resultados na Geórgia e na Louisiana, Estados que podem ter segundo turno.

(Reportagem adicional de Scott Malone)

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