Anti-semitismo cresce no mundo todo, dizem EUA

O anti-semitismo, incluindo o ódiopromovido por governos contra judeus e o preconceito que seesconde como crítica a Israel, aumentou globalmente na últimadécada, disse o Departamento de Estado norte-americano naquinta-feira. "Hoje, mais de 60 anos depois do Holocausto, oanti-semitismo não é apenas um fato da história, é umacontecimento corrente", disse o Departamento em um relatórioenviado ao Congresso dos Estados Unidos. Embaixadas norte-americanas relataram um aumento nosataques contra pessoas, propriedades, instituições e prédiosreligiosos relacionados aos judeus na última década, de acordocom o relatório. O documento, com o nome de "Anti-semitismo GlobalContemporâneo", não dá amplas estatísticas. Um dos números dados é de um instituto da Universidade deTel Aviv, que listou 593 casos de incidentes desse tipo em2006, o maior número desde 2000, diz o relatório. Desses, 277foram ataques físicos contra judeus; 105 sinagogas foramdanificadas. Mais da metade dos incidentes aconteceram naEuropa Ocidental. O Departamento de Estado também listou exemplos de governose líderes que "espalham as chamas do ódio anti-semita dentro desuas sociedades e até além das suas fronteiras". O texto cita o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad,que questionou se o assassinato de milhões de judeus pelosnazistas realmente aconteceu, e o presidente venezuelano, HugoChávez, que teria "demonizado publicamente" a Israel, segundo oDepartamento. O anti-semitismo tradicional continua sendo problema empaíses da Europa Central e do Leste Europeu, como Rússia eUcrânia. A violência desse tipo também preocupa França,Alemanha e Grã-Bretanha. Incidentes anti-semitas também foramrelatados na Argentina, na Austrália, no Canadá e na África doSul.

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