Apagão marca o Super Bowl, maior festa esportiva dos EUA

O Super Bowl, maior evento esportivo do calendário norte-americano, foi interrompido por 35 minutos na noite de domingo em consequência de um apagão no estádio Superdome, em Nova Orleans.

LARRY FINE, Reuters

04 de fevereiro de 2013 | 09h30

A empresa de energia elétrica Entergy Corp. disse que aparentemente houve uma sobrecarga elétrica no estádio, derrubando propositalmente o circuito "a fim de isolar o problema". O defeito, de origem desconhecida, teria ocorrido no local onde a rede da Entergy se conecta aos equipamentos do Superdome.

O Super Bowl é a final na NFL (liga de futebol americano dos EUA). O incidente ocorreu logo depois do intervalo do jogo, quando a cantora Beyoncé se apresentou sob forte iluminação. A equipe do Baltimore Ravens vencia o San Francisco 49ers por 28 x 6 quando o placar e metade dos refletores se apagaram.

O estádio, com capacidade para quase 73 mil espectadores, não chegou a ficar totalmente no escuro, mas o apagão prejudicou a transmissão do evento de maior audiência televisiva no país.

"Essas coisas acontecem, e ambas as equipes tiveram de lidar com isso", disse o quarterback Joe Flacco, do Baltimore, eleito o melhor em campo. Depois do apagão, o 49ers quase conseguiu empatar o jogo, que terminou em 34 x 31 para os Ravens.

Autoridades do setor energético disseram que outras áreas de Nova Orleans não foram atingidas.

"O apagão elétrico foi um momento lamentável no que foi, fora isso, uma semana brilhante do Super Bowl para a cidade de Nova Orleans", disse o prefeito Mitch Landrieu em nota.

Ele acrescentou que espera receber nos próximos dias um relatório completo sobre o problema.

Em nota no site NFL.com, o porta-voz do Superdome, Eric Eagan, lamentou o incidente, e evitou especular sobre as causas.

Não é a primeira vez que a NFL enfrenta problemas desse tipo. Em 2011, dois apagões num mesmo jogo obrigaram ao adiamento do confronto entre 49ers x Pittsburg Steelers, em San Francisco.

O Superdome ficou mundialmente famoso em 2005 por servir de abrigo para até 30 mil vítimas do furacão Katrina em Nova Orleans. O estádio foi restaurado em várias etapas a um custo de 336 milhões de dólares desde então.

(Reportagem adicional de Scott DiSavino, Karen Brooks e Tim Gaynorn)

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