Após anos de declínio, homicídios voltam a subir em Nova York

A cidade que alardeou a queda na criminalidade nas últimas duas décadas se esforça agora para explicar por que os homicídios subiram 15 por cento este ano.

DANIEL TROTTA, REUTERS

12 de novembro de 2010 | 16h17

Depois que a criminalidade despencou nos anos 1990, Nova York se rebatizou como a cidade grande mais segura dos Estados Unidos, atraindo de volta os turistas e empresários que haviam fugido nos anos 1970 e 1980, quando a cidade era associada a trens do metrô grafitados, ruas sujas e uma epidemia de crack.

Agora, a cidade observa estatísticas que mostram um crescimento nos homicídios e nos estupros de mais de 15 por cento até agora este ano, em comparação ao mesmo período de 2009, o que poderia ser uma regressão estatística ou um deslize das táticas de combate ao crime.

"Estamos voltando para a direção errada", disse o conselheiro municipal Peter Vallone, presidente do Comitê de Segurança Pública do conselho.

Vallone atribui parte do aumento à crise econômica -- uma teoria contestada pela polícia e por alguns acadêmicos.

Os policiais dizem que estão lutando contra o seu próprio sucesso. Eles ressaltam que os homicídios ainda estão em uma baixa de 73 por cento em comparação com 1993 e 17 por cento inferior aos níveis de 2001, quando o Departamento de Polícia de Nova York tinha 41 mil funcionários em comparação aos 35 mil de hoje.

(Reportagem adicional de Basil Katz e de Andrew Stern)

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