Após escândalo, governador de NY deve renunciar nesta quarta

'NYT' diz que Eliot Spitzer deixará o cargo após as denúncias de envolvimento com rede de prostituição de luxo

Agências internacionais,

12 de março de 2008 | 10h42

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, deve renunciar ao cargo ainda nesta quarta-feira, 12, segundo o jornal The New York Times, após o escândalo que o envolveu com uma rede de prostutição de luxo. A informação teria sido confirmada por membros da sua equipe de governo.   Veja também: 70% dos nova-iorquinos querem renúncia de Spitzer  Outros escândalos sexuais na política americana O governador de Nova York deve renunciar ao cargo?  Se Spitzer renunciar, NY terá o 1° governador cego nos EUA   Spitzer falará com a imprensa por volta das 11h30 da manhã (horário local) e, de acordo com funcionários, a renúncia deve ser consumada na próxima segunda-feira.   Segundo o jornal New York Post, Spitzer deve começar a informar as autoridades estaduais sobre sua decisão ainda nesta manhã. Os rumores sobre sua decisão começaram a circular nos meios políticos do Estado nesta quarta, depois de uma noite que uma fonte chamou de "agonizante", na qual um acordo oferecido por promotores federais teria sido revisado pela esposa do governador, Silda Wall Spitzer, e seus advogados, informou o Post.   O vice de Spitzer, David Paterson, ainda deve ser notificado da decisão. Fontes relataram que Paterson disse a amigos que se ele se tornar governador, ele gostaria que Spitzer segurasse sua renúncia até segunda-feira, para dar tempo suficiente para preparar a transição.   O governo estadual permaneceu parado na terça-feira, enquanto Spitzer estava engajado no intenso debate legal e familiar sobre a sua renúncia, após as denúncias de que o governador, que é casado há 21 anos e tem três filhas, está sendo investigado por promotores federais pela tentativa de esconder o destino do pagamento dos programas - o dinheiro, que pode chegar a US$ 80 mil e era depositado na conta de empresas fantasmas - e por ter-se envolvido com uma prostituta e deslocado a mulher entre Estados (ação criminosa nos EUA). Apoiadores de Spitzer afirma que sua mulher é contra a renúncia.   Durante sua passagem pela procuradoria-geral de Nova York, ele chegou também a desmantelar redes de prostituição. De acordo com o New York Times, a denúncia contra Spitzer teria surgido após quatro pessoas terem sido presas em conexão com uma rede de prostituição de alto luxo, conhecida como Emperors Club VIP. A rede de prostituição promovia encontros entre prostitutas e clientes de alto poder aquisitivo em cidades como Washington, Nova York e Paris.     Ampliando a pressão pela renúncia, os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York deram um ultimato para que o governador do Estado deixasse o cargo até a quinta-feira. Caso Spitzer não renuncie dentro do prazo estipulado, a bancada ameaçou dar início a um processo de impeachment.   O líder da minoria republicana na Assembléia, James Tedisco, disse temer que a administração estadual fique paralisada enquanto Spitzer não abanadonar o cargo. Tedisco afirmou que o momento pede "um líder que conte com o apoio de ambos os lados", em referência aos Partidos Democrata e Republicano. Os republicanos precisariam do apoio da maioria democrata para dar início ao processo de impeachment.   Apoio rejeitado   Spitzer havia apoiado a senadora e pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton. Na segunda, horas após a denúncia ter vindo à tona, a campanha de Hillary disse rejeitar o apoio do governador. Spitzer está em seu primeiro mandato como governador. Ele foi procurador-geral do Estado e, durante sua gestão no cargo, ganhou projeção nacional por combater crimes ligados ao mercado financeiro.   (Com New York Times, Agência Estado e BBC Brasil)

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