Após escândalo sexual, governador de NY renuncia ao cargo

Eliot Spitzer deixa o cargo após denúncias sobre o seu envolvimento com uma rede de prostituição de luxo

Agências internacionais,

12 de março de 2008 | 12h43

Após o escândalo sobre o envolvimento com uma rede de prostituição de luxo, o governador do Estado de Nova York, Eliot Spitzer, anunciou que renunciará ao cargo. Durante o anúncio nesta quarta-feira, 12, o democrata afirmou que seu afastamento será consumado na próxima segunda-feira, quando o vice-governador David Paterson assumirá o cargo. "Não posso permitir que minhas fraquezas pessoas interrompa o trabalho público", afirmou.   Veja também: Internautas aprovam renúncia de Spitzer 70% dos nova-iorquinos querem saída do cargo Escândalos sexuais na política americana     O procurador federal Michael Garcia afirmou que não houve nenhum tipo de acordo com o governador para evitar o indiciamento. Ele está sendo investigado por promotores federais pela tentativa de esconder o destino do pagamento dos programas  - o dinheiro, que pode chegar a US$ 80 mil, era depositado na conta de empresas fantasmas - e por ter-se envolvido com uma prostituta e deslocado a mulher entre Estados (ação criminosa nos EUA).   Ao lado da mulher, o político democrata voltou a pedir desculpas pelo que classificou como "comportamento inaceitável". "O remorso me acompanhará sempre", disse Spitzer, diante dos jornalistas em Nova York. Ele afirmou ainda que lhe restava outro remédio que não "aplicar contra si mesmo" os mesmos critérios de responsabilidade que sempre pediu aos demais em sua carreira política. Antes de ser eleito governador, em 2006, Spitzer foi procurador-geral do Estado por oito anos. Durante seu mandato ficou conhecido por lutar contra o crime organizado e perseguir duas redes de prostituição, que resultou na prisão de 18 envolvidos.   O político democrata admitiu que agora terá que se redimir e ganhar de volta a confiança de sua esposa e de toda a sua família, à qual agradeceu pela "compaixão" demonstrada ao longo da crise. "Tentarei de fora da política servir ao interesse comum", disse Spitzer, que assinalou que "a maior glória não consiste em não cair, mas em levantar-se após cada queda".   Na segunda-feira, Spitzer fez um pronunciamento no qual pediu desculpas à sua família por seu envolvimento com uma rede de prostituição de luxo em Washington, segundo denúncia do The New York Times. Spitzer, que é casado há 21 anos e tem três filhas, ainda não foi formalmente acusado de nenhum crime.    O caso   Investigações federais apontaram Spitzer como cliente da Emperors Club VIP, uma rede de prostituição de luxo que cobrava até US$ 5.500 por hora pelo programa. Segundo conversas telefônicas gravadas, o governador teria desembolsado US$ 4.300 por quatro horas da companhia de uma garota identificada como Kristen. Spitzer, porém, teria usado apenas duas horas porque tinha de trabalhar cedo no dia seguinte. Despesas adicionais como passagens de trem, tarifas de táxis e serviço de quarto foram pagas à parte pelo governador. Para fazer os pagamentos dos serviços, Spitzer usava o nome George Fox, amigo de longa data e um dos financiadores de sua campanha. Fox emitiu nota ontem afirmando que não sabia que seu nome era usado pelo governador para fazer as transações, mas garantiu que Spitzer já lhe pediu desculpas.   O site da Emperors Club VIP na internet mostra fotos dos corpos das garotas com o rosto coberto, acompanhadas dos preços do programa por hora. Os valores dependem da classificação de cada prostituta, avaliadas em níveis de um a sete "diamantes". As garotas com sete "diamantes" chegam a cobrar US$ 5.500 por hora.

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