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Após giro pela Europa, Obama faz visita surpresa ao Iraque

Presidente americano chega ao país para se reunir com comandantes e telefonar para líderes iraquianos

Agências internacionais,

07 de abril de 2009 | 10h51

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou no Iraque nesta terça-feira, 7, durante uma visita surpresa ao país após o giro de uma semana pela Europa. É a primeira vez que Obama vai ao país desde tomar posse, há três meses, marcando um novo capítulo em sua estratégia de trocar o foco militar dos EUA da impopular guerra no Iraque para o conflito no Afeganistão. Obama disse esperar que sua primeira viagem ao Iraque como presidente ajude as facções do país a alcançar soluções "justas" para os problemas que podem acontecer antes das eleições deste ano.

 

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Durante sua breve estada no Iraque Obama visitará soldados americanos, se logo se reuniu com o general Raymond Odierno, comandante das forças dos EUA no país. Mais cedo, a Casa Branca afirmou que Obama não poderia se encontrar com líderes iraquianos porque mau tempo impedia a decolagem de seu helicóptero. Porém, foi confirmado que o presidente americano vai se receber o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, na base militar americana. Questionado sobre a razão da visita, Gibbs disse que "há várias razões importantes", sendo uma delas "ver e passar algum tempo com os homens e mulheres que estão servindo ao nosso país com muita honra aqui".

 

Gibbs disse a jornalistas que o Iraque foi escolhido em detrimento do Afeganistão por ficar mais próximo de Istambul e porque os soldados que lutam a guerra que Obama pretende acabar são tão importantes quanto os que lutam contra o Taleban e a Al-Qaeda em solo afegão. Falando a jornalistas, Obama disse que foi a Iraque para se encontrar pessoalmente com as tropas norte-americanas e para ter uma melhor percepção da segurança. "Passamos bastante tempo tentando resolver o Afeganistão, mas há muito trabalho a ser feito aqui", afirmou. Obama acrescentou que um dos principais motivos da viajem era agradecer as tropas. "Eles estão fazendo um trabalho extraordinário. O general Odierno tem ajudado a liderar uma operação muito efetiva aqui", acrescentou Obama, citando o general Ray Odierno, principal comandante do EUA no Iraque, que estava a seu lado.

 

Obama desembarcou no Iraque horas depois de a explosão de um carro-bomba num bairro xiita de Bagdá ter deixado nove mortos e 18 feridos, um sangrento lembrete de uma guerra na qual já morreram mais de 4.200 soldados americanos. A viagem ocorre no fechamento de uma extensa viagem ao exterior que levou Obama à cúpula do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) em Londres, à reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na França e na Alemanha e também à Turquia.

 

Pouco antes de deixar a Turquia, o presidente americano destacou o Iraque como um exemplo de mudança que eles busca realizar nas políticas herdadas de George W. Bush. Durante a campanha presidencial, Obama declarou-se contrário à guerra no Iraque e prometeu retirar as tropas americanas do país.

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