Após reunião com Obama, Hillary encerra campanha no sábado

Comunicado diz que ela anunciará fim da disputa e endossará formalmente o rival em evento em Washington

Associated Press,

06 de junho de 2008 | 11h40

A senadora Hillary Clinton encerrará sua campanha presidencial pelo Partido Democrata neste sábado, 7, segundo afirmaram assessores da ex-primeira-dama em comunicado nesta sexta. A pré-candidata deve ainda endossar formalmente a nomeação do rival Barack Obama no evento em que participará, ao meio dia, no National Building Museum, em Washington. Veja também:Hillary Clinton, de favorita à Casa Branca a candidata derrotadaHillary e Obama discutem 'união' em reunião privadaEdwards afirma que não quer ser vice de ObamaCasal Clinton não perde influência Cronologia da disputa entre Hillary e ObamaConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Hillary deve pedir ainda pela união dos democratas no apoio a Obama, para que ele derrote o candidato republicano John McCain nas eleições presidenciais de novembro. A senadora e Obama se encontraram privadamente na noite de quinta-feira na casa da senadora Dianne Feinstein, onde discutiram o "trabalho que precisa ser feito para obter sucesso em novembro", afirma um comunicado conjunto divulgado pelas duas campanhas na quinta. A reunião ocorreu horas depois de Hillary ter desautorizado a pressão de aliados para que Obama a escolhesse como candidata a vice. A senadora já garantiu que apoiará o outrora rival durante a campanha geral. "Ela não está buscando a vice-presidência, e ninguém fala por ela a não ser ela mesma", afirmou o diretor de comunicação da campanha de Hillary, Howard Wolfson. "A escolha aqui é apenas do senador Obama." Contudo, a ex-primeira-dama já admitiu a parlamentares, em reunião privada, seu interesse em ocupar o posto. O democrata Charles Schumer, também senador por Nova York, disse em entrevista à ABC nesta sexta-feira que Hillary que aceitaria o posto de número 2. Porém também afirmou que "se ele escolher outra pessoa, ela trabalharia da mesma forma pelo partido em novembro". O ex-senador John Edwards, que chegou a disputar a indicação democrata à presidência, descartou ser vice na chapa de Obama. A informação foi divulgada nesta sexta-feira em entrevistas para jornais espanhóis. Em visita a Madri, Edwards havia endossado o nome de Obama em maio.  Antes tida como imbatível, Hillary viu suas chances de tornar-se a primeira mulher a presidir os Estados Unidos diminuírem conforme as vitórias do rival em primárias e caucuses se sucediam. Na terça-feira, o senador negro atingiu o número necessário de delegados para garantir a nomeação democrata.  Obama disse que o processo para escolher seu vice será secreto. Afirmou também que só tratará desse assunto novamente quando for para nomear o companheiro de chapa. Ele designou uma equipe com três nomes, entre eles Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John F. Kennedy, para auxiliar na análise dos potenciais parceiros. Escolher Hillary poderia ser um forma de Obama melhorar seu desempenho entre faixas do eleitorado que não o apóiam com tanto vigor e nas quais a ex-primeira-dama se sai muito bem. Entre esses setores estão os operários brancos, hispânicos e eleitores mais velhos. Na disputa geral, Obama enfrenta o republicano John McCain, veterano senador que conseguiu a indicação de seu partido já em março. Obama deve focar seus ataques ao rival na campanha militar no Iraque e na impopular figura do atual presidente, o republicano George W. Bush. Obama iniciou sua campanha para a eleição nacional na quinta-feira, na Virgínia. O Estado geralmente favorece os republicanos, mas os democratas crêem que podem vencer desta vez, pois cresce o eleitorado mais liberal na região norte da Virgínia.

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